Pular para o conteúdo

Frase de Suellen Mara Couto

E eu, ora vivo, Ora morro, Em cada verso que deixo escapar de mim. Vou fazendo meus riscos de giz, Marcas que a chuva insiste em apagar. Mas eu escrevo de novo, e de novo, E sempre, enquanto giz ainda me restar. E mesmo que ele acabe, haverá pedras, E terras, e sangue, Só para eu poder sentir-me viva Nessas marcas que, pouco a pouco, Me consomem.

Suellen Mara Couto

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Suellen Mara Couto

Sou eu mesma, a doença que corrói, Que dilacera, que derrota, Essa casca que restou.
Continuar lendo

Sou eu mesma, a doença que corrói, Que dilacera, que derrota, Essa casca que restou. Que a contaminação seja mais rápida, Que finde essa tortura, Que eu seque e caia como as folhas, Que piso nessa rua...