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Frase de Vivian Aguiar

⁠Antiopiniõesalheias Eu me tornei uma incógnita Pros outros é como se eu fosse um pedacinho de luz misteriosa na escuridão Mas que não se sabe de onde provém Tornei-me um porto seguro de mim mesma Enseada calada em noite de maré turbulenta De mim não se espera nada E quando sai algo, isso há de muito surpreender Porque me tornei o que eu mais temi Mas hoje vejo que temi só por desconhecer Ouço meus pensamentos com mais naturalidade Enfim não tenho de suportar atenções inconvenientes mais Sou meu sentido único e direto sem olhar pros lados, sem ver nenhum cruzamento infeliz Quem quis sair, a porta estava aberta Pela mesma porta entra quem quiser contemplar minha escuridão Mas pra mim, importa mesmo é quem permanece Quem é em si mesmo uma lanterna E não achou em meu ser escuro uma torpe decepção!

Vivian Aguiar

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Pensador.com

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Outras frases de Vivian Aguiar

⁠Apaixonar-se Ser apaixonado pelos laços que lhe envolvem Cabe a si mesmo definir que paixão deve deixar entrar
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⁠Apaixonar-se Ser apaixonado pelos laços que lhe envolvem Cabe a si mesmo definir que paixão deve deixar entrar Paixão é mais do que buscar um romance É o ato de se entregar a algo ou alguém É fazer dos sonhos uma doce busca E dar aos seres que te rodeiam um lugar especial no peito Um posto para que cuidem Uma ala dentro de seu próprio ser Apaixonar-se é brilhar os olhos por toda causa Daqueles que te rodeiam e te fazem perceber Que, de longe, lhe causam a mais profunda saudade E de perto, não desejam nunca se desprender Parece sintoma de paixão romântica A literatura pode ter dado um único sentido à isso Mas se você se emociona ao dizer adeus, isso é paixão Se sorri ao ver um bebê sorrir, isso é paixão Se os olhos brilham por ver um gatinho brincar, isso é paixão Se está criativo e valoriza o que pôde criar, isso é paixão E faz-se paixão tudo aquilo que lhe causa admiração Apaixone-se, deixe resfriar a barriga e cuspa borboletas por tudo aquilo que te faz sonhar!

Ansiedade ⁠Caída aqui, jogada num lençol limpo com cheiro de amaciante Um cansaço consome ao mesmo tempo que não há sono nenhum pairando sobre meus olhos
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Ansiedade ⁠Caída aqui, jogada num lençol limpo com cheiro de amaciante Um cansaço consome ao mesmo tempo que não há sono nenhum pairando sobre meus olhos Ah, como eu sou ansiosa! Excesso de futuro deveria ser, para mim sobrenome Parece que tem um outro alguém dentro de mim Que não pára quieto quando estou quieta E quando preciso estar ativa, este me puxa para descansar Luto eu contra eu E no fim, eu venço Seja lá qual eu for Muitas vezes, o ansioso! Mas quando, no embate, eu o apago... Ah, que vitória! É hora de aproveitar os detalhes que a ansiedade tenta apagar Carinho, cozinha, risadas, música, amigos, namoro quente, atraente, cheio de paixão Porque ansiosa sou Mas ela não passa de uma fera perigosa E eu sou domadora de qualquer aflição

Só uma menina Sou apenas uma menina Fingindo ser adulta no meio de adultos desvairados
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Só uma menina Sou apenas uma menina Fingindo ser adulta no meio de adultos desvairados Permitindo a si mesmos ser o que ninguém deveria ser Cada um corre pra alcançar o vento Vivem como se ser adulto fosse deixar a vida passar E eu, em silêncio só observo E os anos passam Pelos olhos dos outros já completei a maior idade Mas pra mim, ainda sou aquela menina descobrindo o universo Grande parte gélido e sombrio, que vida adulta desinteressante têm Outra parte quente, efervescente, a parte adulta que quero bem Fujo de infantilidades que me cercam Mas no fim, sei que em direção a elas eu corro bem depressa Porque quero fugir do que a vida adulta reserva Olho no espelho e vejo uma menina ficando velha E que estranha é essa sensação! Sinto o peso do tempo, mas ainda estou próxima das meninices que não abri mão A verdade é que acho ser estranha por não poder explicar Mas no meio dessa complicação na minha mente Basta a mim ser uma criança diferente, uma adulta infantil até demais! ⁠

⁠ Quem me dera morrer de mar Como voar, olhar o horizonte, sentir brisa Abrir os braços e fechar os olhos
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⁠ Quem me dera morrer de mar Como voar, olhar o horizonte, sentir brisa Abrir os braços e fechar os olhos Sentir-se um pássaro a alçar vôo Peitando o vento como se fosse o mestre dele Exigindo que tamanha força invisível exista em benefício de si No desejo de caminhar na praia Olhar a linha fina que separa mar de céu Parece tão delicado, uma cama aconchegante para deitar Mas é uma enganação Porque esse pedaço de lençol azul que toca apenas as pontas dos seus pés Pode em poucos passos te afogar E quem me dera poder escolher minha morte Por mais dolorida e aflita A morte no mar é bonita Em desespero afogando você vê turbilhões de vida em volta Tocando sua pele buscando te reconhecer Eu tentaria não me debater Mas contemplar toda a vida brilhante que me cerca À medida que meu espírito se esvai Quem me dera morrer de mar E fazer do oceano pro meu corpo morada!