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Frase de Ricardo Melo .

⁠Sem cobertor Culpados ou não?! Abram as portas, Deixem-os livres. Cada um carrega consigo sua própria sentença. Uma vez, Duas ou mais vezes, quem sabe um dia confessarão. Talvez digam que estou generalizando a cruel condenação vinda de um tribunal justo ou injusto, julgamento no tribunal da emoção. Mas não é isso que estou aqui citando. Fizeram-me de prisioneiro do amor. Tive provas das mais doloridas; Tive medo, tive frio e calor; Tive ódio e tive pavor; Tive o que não desejo nem para o pior dos inimigos. Naquela e nessa vida, ainda sinto as marcas das chicotadas. Dirigia só aquele carro, no meio de um deserto e numa tremenda solidão, ouvindo aquela música romântica que me lembrava alguém. Música aquela que Fazem quaisquer olhos inundar nas poças salgadas que vão ferindo até a face. Parei o carro, para tirar algumas fotografias daquelas lindas paisagens. Uma caboclinha tirana ia passando ali ao redor. Moça valente, Parecia ter medo dessa tal gente que se diz ser civilizada. Ali o orgulho caiu e os joelhos feriram-se no asfalto daquela jornada. Acenei... Com frieza, me disse que não sou adequado para aquele tipo de quadro, no nobre sertão onde a saracura berra e a boiada pia no grotão. Era de tardezinha. Ela carregava uma lata na cabeça cheia de roupas lavadas no ribeirão. O por do Sol era deslumbrande, e naquele momento aconteceu um beijo implorado. Chegou a noite, As roupas daquela lata ficaram esparramadas pelo acostamento daquela viagem, onde tive surpresas inesperadas. Por causa daquele beijo, Em meus braços de repente ela estava, Aos meus cuidados por duas horas ou mais. Estivemos ali juntinhos, sentindo pele com pele, como um romântico casal de namorados. Adormeci! Quando acordei, me despedi daquela fransina menina meiga, bela e ao mesmo tempo grotesca. E não mais a vi. Levantei-me todo molhado e a garoa estava fria naquela região de cerrado. Batendo queixo.... Era um sonho perturbado meu, em um inverno gelado. Quando acordei de fato, Vi que era o cobertor que estava fora de mim, jogado naquele chão de laje congelado. Fim..... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que voa.

Ricardo Melo .

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Pensador.com

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Outras frases de Ricardo Melo .

⁠ Elencos No talento de uma escrita...
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⁠ Elencos No talento de uma escrita... A Vida não é uma mera melodia que foi improvisada e cantada no passado... Nesse cenário ilustrado e ilusório... Acredita-se que... Somos elencos de uma novela onde textos nunca foram escritos por mãos humanas... Aí eu me pergunto... Devemos pausar ou continuar...? Na novela da vida... Somos os principais... Somos a arquitetura de futuras cenas maravilhosas ou doloridas... Por isso... Nesse teatro tem... Brasileiros e estrangeiros... Todos os tipos de raças e cores... Somos atores... Ah... E o pior de tudo... "Não sabemos..." Na tábua da vida... Alguém escreveu algo... Então... Filmamos momentos sem saber que um dia iremos ao ar... Na ocasião.... Um beijo ou um abraço podem ser dados á qualquer momento.... Além dos imaginários olhos de poeta que tenho... Jovens talentos exibem seus costumes ,risos e tristezas.... Mas... Os veteranos da vida.... Não são principiantes nesse mercado de novelas vivas e reais... Prósperos são os elencos que não se submetem a essas escritas.... Sendo assim... A dor vem... As lágrimas vem... O palco desaba.... E as cortinas se fecham... Mas a experiência emerge de uma lado a outro nesse cenário... Os plausos não dados foram esquecidos pela platéia... E não são eles que farão a diferença.... Porém... Como autor e ator desse tema... Espero eu... Não ter nenhuma decepção... E como poeta voador nesse cinema... Me veio algo agora na memória... Um certo dia... Por trás das coxias da vida... Velhos temas foram esquecidos... Inclusive... Um deles chamou demais a minha atenção... Falar...? Ou não falar...? É preciso mesmo falar...? Ou apenas observar....? Respirando e respeitando a opinião alheia.... No meu ver... Devemos observar para não errar... Ou até perguntar dez vezes se for preciso... Para não contracenar com atores que , dizem serem coadjuvantes que nem sabem se quer.. O que falar... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.

⁠ Vai saudade, Vai... Vai saudade, vai...
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⁠ Vai saudade, Vai... Vai saudade, vai... Vai dizer nessas linhas o que eu jamais saberia dizer. Vai saudade, vai... Vai pela sombra,Vai pelo sol, Vai pelas trilhos ,Vai pelas nuvens,Vai... Vai dizer o motivo desta poesia chorar a toa sem saber o porque. Vai saudade, vai... Vai matar a saudade de quem longe está. Escritas minhas, Acompanhem esta saudade antes que pelo caminho ela se perca. Leve também, Um beijo e um abraço meu. Leve também esses versos Pois, eu, Jamais saberei expressar em palavras, a dor da saudade sentida ou a dor da saudade vivida. Vai saudade, Vai..... Autor:Ricardo Melo O Poeta que Voa

⁠Agradecendo o Passado Olá passado meu... Bom dia!
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⁠Agradecendo o Passado Olá passado meu... Bom dia! Analisando tudo que vivi. Te vejo como meu Docente. Por tua causa , Aprendi não ser tão demente. Muitas vezes fui doente, E deixei de ser beneficente. Tudo também porque eu era inocente. A luz que tinha em mim, Eu não sabia que era encandescente. O tempo passou, Aqui estou mais experiente. Nada disso eu seria hoje, Se não tivesse sido um adolescente imprudente. Por ser o que sou, Aqui estou eu te agradecendo por tudo nesse presente, E agora, Estou tentando ser o mais possível prudente. Todo dia eu agradeço a ti. Por me dar o privilégio de ser, O meu próprio Unidocente....... Autor : Ricardo Melo. O Poeta que Voa.

⁠Estado de Arte Arte de viver, Arte de voar,
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⁠Estado de Arte Arte de viver, Arte de voar, Arte de sentir e ouvir, Arte de poder ter, Arte de falar o que pensa, Arte de ouvir e guardar, Arte de gravar e nunca esquecer, Arte de plantar e colher, Arte de desenhar o que sonhou, Arte de desenhar sem saber no que vai dar, Arte de dormir e acordar, Arte de comprar e usar, Arte de temperar o que vai comer, Arte de não saber de onde vem, Arte de agradecer tudo que tem, Arte de ir à escola para aprender, Arte de lecionar o que aprendeu. Algumas artes se foram, Outras ainda teremos, As que ainda existem, Devemos delas cuidar, O malabarismo do circo, O dom de ajudar sem ver a quem, O dom de fazer o que convém, O dom de chorar porque ainda nada tem, O dom de se arrepender enquanto é cedo, O dom de fazer arte, Amar e perdoar antes que seja tarde, Arte de escrever dentro do dom que cada um tem..... Tudo na vida é uma arte, Nada é aqui sem ela, Delas todos fazemos parte, Nem que seja um pontinho qualquer, Somos humanos, Modesta parte, Ela foi inspirada sim, Dentro do meu estado de arte.... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa