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Frase de EdsonRicardoPaiva

Tem gente que diz que sou louco Não gosto e também não discordo Sua opinião resulta do muito pouco que entende Eu creio que a gente não depende de muitas coisas que nos ensinaram: Estava errado. mas a imensa maioria as abraça hoje em dia Como a Verdade Universal Iluminada Desde que não lhes tirem nada Que disseram que era nosso por direito Mesmo assim eu creio que ainda é possível haver Perfeição no Mundo e na Humanidade Acredito que a Verdade nunca esteve oculta Ela está nas palavras ditas exatamente Nas horas e lugares em que todos estavam Pensando em outra coisa, olhando pro lado ou... não raro e normalmente Preocupadas com o próprio umbigo Admirando a sí mesmos diante dos seus espelhos Agradecendo a Deus por Tê-los feito Tão espertos, tão bonitos, tão perfeitos ...tão senhores de si sabedores de todas as respostas. Que chegam a comentar intimamente com seus egos, "É de mim que Deus mais gosta olha o resto, veja esta gente: Eu sou muito mais bonito e inteligente" Tem gente, então que me acha louco, por crer piamente que isso tudo é perfeitamente dispensável A qualidade essencial de uma vida É aprender a ouvir a voz que sopra o vento Conversar com a Lua ler mensagens nas estrelas Sentir o carinho nas gotas de chuva Quando a chuva cai. Enxergar as irradiações positivas de energia telúrica emanando da Terra em direção ao Sol Toda tarde quando o Sol se vai reconhecer o olhar de um passante Transmutado em andarilho buscando um lugar pra dormir na rua compreender que ali vai meu Pai e aqui está seu filho É assim que enxergo a vida é nisto que eu creio Esta é a minha crua opinião e, sinceramente tampouco importa-me a sua

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva