Frase de Carlos de Castro
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA Eu era um poeta Pateta Sem saber Como defecar a poesia. Agora, que julgo saber, Escrevo sem ser poeta Só de ver e ler Como escrevem a poesia, Defecada, Com cheiro Por inteiro, A nada. Salvam-se alguns da fornada. Quase como fúnebre elegia, A mim, só me apetece dizer: Ó arte da fantasia Do pensar e escrever, Minha irmã poesia, Diz-me: se és tudo, ou nada! (Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
No pensador.ai desde