Frase de Vanessa Brunt
Bati a cabeça na quina E no sangue que escorreu Sequei. Perdi memória e cafeína E o pedaço que caiu Deixei. Cansaço de todas as quedas Venceu o meu mar de cruz. Desde lá, o meu peito carrega Receio no que conduz. De preto e branco – e transparente Sobrou nem sei o quê. Só um tom indiferente que nem deu Pra conhecer… E aí Veio sua cor no meio da minha fraqueza Lembrando que construir muro Nunca é fortaleza. Derrubando o meu eu de mentira Só pra (eu) me encontrar. E aí Veio pra me colorir No meio da pobreza Lembrando que eu estava tendo Mais gasto e despesa Sendo de uma planeta morto Só por controlar. Agora Traz o seu universo e faz de mim Um coliseu Deixa eu conhecer a cor Que não nos pertenceu… E fazer dela mais bonita Pra nossa chegar. Qual é o tom amarelo Que te escureceu? Deixa eu conhecer a dor Que não reconheceu Que o ouro estava escondido Onde a gente dançar. E aí Eu me encontro por ser sua E você por ser meu. Aí cê vira mais de si E eu cresço no que nos doeu Lembrando Por que eu voltei a mim Pra te somar. Tira esse casaco, a camisa Chega e me aflora Que só quem sente frio é quem Pode escolher Como fazer conforto e juiz. Abre a tampa do buraco E não nos deixa fora Que só quem cai no fundo É quem pode enterrar morto E fazer raiz. E eu colo as nossas bochechas No meio dos invernos Enquanto acham, eles Que o (só)l é perspicaz. Qual a cor das suas queixas E do que lhe é eterno? Eu quero lápis nos pedaços Do que nos ré, faz. Se os mais fortes São os que sentem muito Como eu diria há um tempo atrás… Que cor é que o seu planeta Pode ser e traz? Tô te pedindo um passaporte E ele não é gratuito Qual o preço do planeta Onde o pouco Não é muito? Vem Ser o troco Do que a vida nos deve Vamos como em um filme Com coragem de olhar. Vem ser tudo de uma vez Que é o suficiente Pega essa lanterna Para (só) assim, Nos assombrar. E aqui Bato a cabeça na quina Espero que limpe o sangue E que compartilhe o seu. Vou abraçar sua cicatriz Se formos tipo gangue Dentro de um museu. Que eu quero você completo E sem nada para esconder Qual é a cor do seu planeta Onde o meu pode caber? Quero que tudo de antes Seja pra explicar a força Do que vem agora E que essa não seja Mais uma pandora. Eu vou abrir a caixa Porque, aí, me achei Se ser leve é levar Pra que descartar O que nem poderei? Porque já nos bordei No que lembrei de mim E no que eles perdem Por demorar no sim. Será Que a vida veio nos pagar? Será Que a poupança nos Poupará? Será Que a pergunta pode Não Nos machucar? Será que podemos ser Com ponto No será? Eu sei Que mesmo se não ficar Deverei dever um tanto Por cê ter feito O me encontrar. E eu só espero Que tenhamos a inteligência De nunca mais tanto voltar Ao que seria nossa ausência E fraqueza por não chorar. Então, Qual a cor, me diz Pra desvendar seu planeta E não morar de aluguel? Eu quero te colorir Passeando em um cometa Onde bater a cabeça Não seja algo cruel. Cê promete me sarar E nunca fazer buracos De balas Para depois dar band-aid? Quero sentar na sua mala Fazer dela a nossa sala E nos fazer viver De sede.
No pensador.ai desde