Pular para o conteúdo

Frase de Fernandha Franklin

Pela primeira vez houve silêncio. Pela primeira vez não tive vontade de prolongar o assunto. justo eu que sempre puxava um gancho, fazia uma pergunta qualquer ou um comentário sobre a opinião afim de mostrar importância e interesse... Justo eu, já não o achava mais interessante. Havia uma inteligência majestosa nele antes. Havia um brilho. Havia um sensor divino ou sei lá... só sei que havia uma plenitude inexplicável. Poucas pessoas tinham despertado meu fascínio como ele. Para ser mais exata - Nenhuma pessoa antes havia sido motivo de boa parte do meu interesse. Mas ele conseguiu. Observei-o a distância, como faço com qualquer coisa, pessoa ou situação que está sob análise para entrar em minha vida. Antes que eu finalizasse a observação... ele veio até mim! Audacioso prudente coerente e com o coração na mão; ele pediu licença e pediu para que eu contasse minha história. Então achei (pela primeira vez) que eu estava amando de verdade, e que ele pudesse ser meu quebra cabeça preferido... e quem sabe ele também pudesse ser o humano mais apto a desvendar-me sem clichês, e sem a exibição dos estúpidos. Poderia ter sido amor se ele não tivesse seguindo um roteiro escrito por tolos. Poderia ter sido amor sim, mas foi só uma distração resultante do tédio , e quando o tédio passa, passa também a vontade de conversar, passa a vontade de querer saber mais!!! Pela primeira vez houve silêncio. Pela primeira vez não tive vontade de prolongar o assunto. (Lúcia Maria - Outros tempos)

Fernandha Franklin

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Fernandha Franklin

Brincava de contar histórias, e enquanto contava escrevia a sua...
Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali,
Continuar lendo

Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?