Frase de Gilnara
Meu amor vive em uma cabana No final da estrada A porta está aberta Mas minha alma está trancada A solidão senta ao meu lado Descortinando qualquer desculpa Que impeça o famigerado amor próprio De revelar a sua culpa O vazio inebriante nada oferece Mas entristece minha esperança Sigo o sentido do vento que me chama a fugir Mesmo sendo difícil existir, me tire daqui Me deixe correr Me ensina a viver Me permita estar inteira para quando eu te ver Não perecer Não consigo não te esperar, só sei te esperar O faço porque a ti pertenço Vem ao meu encontro, que seja em sonho, meu coração grita Mas permaneço em silêncio Em algum lugar do cosmo reside uma alma inquieta Compartilhando a mesma dor Sucumbindo em ruínas, assistindo apagar As fagulhas desse pseudo amor Meu anjo desapareceu Na penumbra luz do dia Sem tempo de defesa Sem hora predefinida Vejo o denso vazio que guarda escondido o eco de suas carícias Os rascunhos de minhas declarações O desejo de mais, mas não há, ainda que intrínseco, nada concreto Do que parecia infinito nesse imenso deserto A solidão singela e lenta retira de mim um pouquinho a cada dia Corrói minha vontade de ser, tão forte e fria Carnaval sem alegria, o arco-íris cinza O amor em cadeados a cada esquina Nas lágrimas não há violência, são brandas, mas constantes A saudade latente suga e consome Vago a sua procura Meu anjo codinome Exponho a vulnerabilidade do meu sentimento Me mostrando em toda luz e sombra É ardiloso explicar para nossa alma que ainda temos que esperar o momento Pra viver lá fora o que já existe aqui dentro.
No pensador.ai desde