Frase de Marcos Fabrício Lopes da Silva
QUERO FAZER AMOR quero fazer amor como a manteiga passada no pão dos famintos quero fazer amor como a chave que abre a porta dos desesperados quero fazer amor como o feijão que põe graça no arroz da feira quero fazer amor como o telefone ocupado com a sua inesperada ligação quero fazer amor como o parto normal dos nossos sonhos bêbados quero fazer amor como pular de amarelinha de uma perna só e de mãos dadas quero fazer amor como cão e gato entre os ratos quero fazer amor como a brisa anunciando a brasa quero fazer amor como o meio-fio está por um fio para ser reformado quero fazer amor como o azul da cor do mar despacha o azul do viagra quero fazer amor como o fantasma da ópera que resolve sambar na sapucaí quero fazer amor como as impressões digitais que se despedem dos dedos quero fazer amor como um gole de café me faz xícara quero fazer amor como a declaração borrada de batom e medo quero fazer amor como a mama me assanha e me ossanha quero fazer amor como a bola cheia de tanto zero a zero quero fazer amor como a guerra e a paz que tomam conta do formigueiro quero fazer amor como o galo que não dá as ordens no terreiro quero fazer amor como a fusão de tudo na função do nada
Marcos Fabrício Lopes da Silva
No pensador.ai desde