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Frase de Alvaro Kawaza

Chibata Da lua se vê o brilho pratear, a sua beleza divulgar, pele negra brilhando ao luar. Sob a água que prateada brilhava, morada de Olucun, Inaê, Janaína e Yemanja, Da força de Kisanga, de seu encanto Kianda, sereia do mar. Pele negra de prata, que passou por chibata, de sinhô que açoitava, a negra escrava. De cara caçava, nem motivo inventava, a sonata cantava, o grito em pranto escutava. O sangue corria, ela era violada e lágrima caia, com seu brilho prata! Pele negra marcada, mente negra sem cor, esquecendo a dor, lembrava com fé de Olocun sim, seu sinhô. Apanhar não matava, morrer não era medo, era fuga era desejo! A'Kawaza

Alvaro Kawaza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alvaro Kawaza

Sou como água, me adapto aos mais difíceis locais, pra sua sede matar. Beba-me! A'Kawaza
Tu pra mim. Era Julho, deveria estar frio e frio nunca ficou, me aqueci ao te ver e ao saber que iria te encontrar e sim te encontrei e tudo doei. Doei e doei a ti tudo o que um pobre e solitário mortal poderia doar, achei que tudo estava morto e que nada em mim poderia estar v…
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Tu pra mim. Era Julho, deveria estar frio e frio nunca ficou, me aqueci ao te ver e ao saber que iria te encontrar e sim te encontrei e tudo doei. Doei e doei a ti tudo o que um pobre e solitário mortal poderia doar, achei que tudo estava morto e que nada em mim poderia estar vivo além de minhas crenças, além do meu sagrado. Sim, tudo estava em uma espécie de transe e ao sentir a saliva de tua existência, tudo acordou e vi que o céu voltara a ser azul e que o mar voltava a me sorrir, sim era inverno e mesmo assim consegui ver o azul dos céus. E você veio, me olhou com a cara de um menino, com seus olhinhos infantis e sua pouca idade. Você nada tem de menino, seus olhos já viram mais do que os olhos de muitos anciãos, seu corpo já viveu mais do que o corpo de muitos experientes, sua boca já conheceu mil outras bocas. É eu estava errado, não era você quem eu queria e mesmo assim sua fala, sua voz e seu toque contido em uma timidez inexistente, me fez querer mais e assim fui me viciando no teu eu, deixando que o meu eu fosse teu e somente teu, sem nem ao mesmo ser meu, meu próprio eu. E agora vejo que teu eu é meu e esta contido em mim. E como faremos agora que estamos contidos um no outro? Sendo meu eu teu, seu eu meu, ambos contidos em si! Ai eu olho mais uma vez aqueles mesmos olhos infantis com vivência anciã e digo: nada tenho que fazer, amor só é bom se doer. Olhos escuros como a noite, que me fazem penetrar em suas trevas, burlando a minha luz, bagunçando a minha claridade, mexendo com o eu que um dia foi meu. Será que um dia eu tive um eu? O eu só existiu depois de tu? Hoje que somos um, bebamos um do outro, até que nosso líquido acabe e se acabar, vamos nós produzir mais e mais, porque a eternidade está no fim, onde tudo começa. A morte diária, é todo dia um começo e em resumo te digo: Apaixono-me por ti todos os dias, começando e terminando, nascendo e morrendo, morrendo sendo tu meu, sendo eu teu e sendo Eu's nosso! A'Kawaza