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Frase de Attila Preto Velho

Réquiem para um sambista Adeus, para um sambista que se vai... Na Terra, já cumpriu sua missão Repousa, eterno, al lado de Deus Pai Descansa para sempre o coração Na vida se confundem os sentimentos Misturam-se alegria e tristeza Retalhos de amores soltos aos ventos Fracassos varridos pela correnteza E como já dizia um poeta singular: -A dor é bela. És capaz de suportar Apagou-se a chama de uma vida Sereno, o sambista parece dormir Seus olhos se fecharam em despedida Mas os lábios permanecem a sorrir Hoje, quando o morro amanheceu Havia amargura em cada olhar Aquele riso alegre emudeceu Como uma fonte que deixasse de jorrar. Agora, minha Escola comovida Lamenta e relembra os sonhos seus Um surdo soluça compassadamente Vai chorando com a gente Neste derradeiro ADEUS...

Attila Preto Velho

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Pensador.com

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RÉQUIEM PARA UM SAMBISTA Adeus, para um sambista que se vai... Na Terra, já cumpriu sua missão
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RÉQUIEM PARA UM SAMBISTA Adeus, para um sambista que se vai... Na Terra, já cumpriu sua missão Repousa, eterno, al lado de Deus Pai Descansa para sempre o coração Na vida se confundem os sentimentos Misturam-se alegria e tristeza Retalhos de amores soltos aos ventos Fracassos varridos pela correnteza E como já dizia um poeta singular: -A dor é bela. És capaz de suportar Apagou-se a chama de uma vida Sereno, o sambista parece dormir Seus olhos se fecharam em despedida Mas os lábios permanecem a sorrir Hoje, quando o morro amanheceu Havia amargura em cada olhar Aquele riso alegre emudeceu Como uma fonte que deixasse de jorrar. Agora, minha Escola comovida Lamenta e relembra os sonhos seus Um surdo soluça compassadamente Vai chorando com a gente Neste derradeiro ADEUS...

Velha Guarda Velha Guarda... Traz nos cabelos grisalhos
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Velha Guarda Velha Guarda... Traz nos cabelos grisalhos O peso dos anos e a filosofia De quem conhece, da vida, os atalhos Da experiência e da sabedoria Eternos guardiões de nossa cultura Fiéis depositários dos tempos já idos Faróis clareando a noite escura Iluminam os caminhos já percorridos. Velha Guarda... O sorriso faceiro da tia baiana A saia rendada girando, girando... Os passos miúdos. Energia que emana E um cantar ritmado no ar ecoando As palmas marcando o tempo e o compasso Na dança do Jongo e do Cateretê E tudo parece parado no espaço. É a vida que volta. No olhar, o prazer. Um samba de enredo cantado com ardor Lembrando Mãe-África. Bonito. Vibrante Caxambú é a malícia,o segredo e o amor Da mulata sestrosa pelo negro elegante. Velha Guarda.... O passado transmite ao tempo presente A força latente da nossa tradição É tronco. É raiz. É folha. É semente É o fruto mais doce. É flor em botão. É o amigo fiel que a gente escolhe Compromisso divino com a pura verdade É a sombra mais fresca que ampara e acolhe É ternura. É beleza. É dignidade.

VELHA GUARDA Velha Guarda... Traz nos cabelos grisalhos
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VELHA GUARDA Velha Guarda... Traz nos cabelos grisalhos O peso dos anos e a filosofia De quem conhece, da vida, os atalhos Da experiência e da sabedoria Eternos guardiões de nossa cultura Fiéis depositários dos tempos já idos Faróis clareando a noite escura Iluminam os caminhos já percorridos. Velha Guarda... O sorriso faceiro da tia baiana A saia rendada girando, girando... Os passos miúdos. Energia que emana E um cantar ritmado no ar ecoando As palmas marcando o tempo e o compasso Na dança do Jongo e do Cateretê E tudo parece parado no espaço. É a vida que volta. No olhar, o prazer. Um samba de enredo cantado com ardor Lembrando Mãe-África. Bonito. Vibrante Caxambú é a malícia,o segredo e o amor Da mulata sestrosa pelo negro elegante. Velha Guarda.... O passado transmite ao tempo presente A força latente da nossa tradição É tronco. É raiz. É folha. É semente É o fruto mais doce. É flor em botão. É o amigo fiel que a gente escolhe Compromisso divino com a pura verdade É a sombra mais fresca que ampara e acolhe É ternura. É beleza. É dignidade.

DIVAGAÇÕES Que lugares alcança este meu pensamento Que a cada momento
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DIVAGAÇÕES Que lugares alcança este meu pensamento Que a cada momento Me leva pra onde eu não quero ir? O que são estes sons e ruídos, Repetindo em meus ouvidos frases que eu não quero ouvir?! E porque as visões se sucedem se os receios impedem Ainda que eu queira ,meus olhos abrir?! Para que essas folhas,essas flores, Dissolvendo em odores,que não posso sentir?! Onde estão as cigarras cantantes, Os poetas amantes, tão cordiais?! O que dizem meus versos vazios , Despidos, tão frios,monótonos,iguais?! Só me falam de amores esquecidos, Tantos sonhos perdidos deixados para trás. Quem me dera, pudesse talvez, Começar outra vez e não errar nunca mais!!!