Frase de GEOVANEpe
O ULTIMO SUSPIRO DE UM GUERREIRO Sonhos violentos me acordaram toda essa noite O vento frio entrava pela fresta da porta e espalhava a terra do meu piso Tento apreciar aquela que pode ser minha ultima noite Abraço o calor da minha companhia que dorme e se desváia em lagrimas Beijo aqueles que futuramente honrarão o meu nome Nunca temi tanto o nascer do sol, mas ele é inevitável por hoje Mas temo ainda mais a presença de estrangeiros sobre Minha terra que eis de defender Sinto que o corpo esta pesado, assim como a minha cabeça Pelas brechas das palhas um fio do sol me abençoa e me chama Ergo-me com a obrigação de deitalos Olho para aquele elmo que prende o livre arbítrio de muitas mentes Visto aquela malha que cobre o coração de muitos reis Sei que posso confiar no fio de minha espada e na resistência de meu escudo A morte é certa assim queremos fazer da vida A despedida e despeça Fria... Me junto aos milhões de compatriotas em uma grande marcha silenciosa Um caminho cheio de rosas, mas que passam despercebidas Esbarro meu escudo em uma lança tremula do meu companheiro de posição Olhos lubrificados pelo medo Os experientes se remediam Os iniciantes vibram sem saber o que os aguardam Chega à vista a ultima montanha Sei que após ela terá outra, mas que no centro terá o pivô dos nossos medos Chego ao cume e paro atrapalhando os irmãos que vem de trás Eis que vejo o maior exercito de toda minha vida Uma infantaria que poderia ela só nos devorar Acompanhada de escudos impenetráveis, e infantaria leve e pesada Ótima nação militar, péssima negociante Paramos diante da aberração gananciosa dos homens que deseja o que não os pertences Vejo que nenhum acordo foi tomado a não ser a rendição. Mas não a conhecemos O silencio antes do gritos e de estourar os tímpanos Ergo a cabeça e olho para a bandeira do meu país que tanto amo O sol se esconde e da lugar para um chuva de flechas que dizima metade da nossa frente O avanço é constante... O sangue se mistura com lagrimas e gritos, o pedido de misericórdia não se ouve Cavalos e homens disputam espaços violentamente, enquanto em um vestígio de luz observo as baixas da campanha e o avanço do inimigo vi gigantes cair sobre mim e diante de mim Sangue toma o lugar da água Lanças tomam os das aves Empadas o do abraço Sinto-me leve e noto que já não tenho elmo e nem a malha intacta Deito e sou pisoteado pelo cansaço e pela extinção da vida Olho para o sol e observo que ele sorrir e me aplaude Olho para meus irmãos avançando, e com a visão pela metade Sigo olhando ate que paro diante da segunda montanha Vejo a bandeira de meu país rasgada, mas erguida Vitoria... Vejo que a batalha valeu à pena Livre Posso da o ultimo sorriso e o ultimo suspiro...
No pensador.ai desde