Frase de Gabriel Emanuel
Que saudades de mim mesmo. O sorriso que antes me pertencia agora é apenas uma visita breve, e eu, já cansado, nem me dou ao trabalho de arrumar a casa. Perdoe a bagunça; é que já não sei se vale a pena continuar. Quando criança, eu sonhava em crescer, imaginava que o futuro guardava algo maior. Mas, puxa... se eu pudesse voltar no tempo, talvez encontrasse ali, escondido, um fio de alegria, uma última chance de acreditar que a vida não precisava ser assim. Perdi-me no labirinto de quem sou, um estranho em minha própria pele, vagando por memórias desgastadas, buscando vestígios de um eu que, talvez, nunca tenha existido. E se um dia a alegria resolver voltar, que ela não se importe com o que está fora do lugar. Porque, mesmo na bagunça, talvez reste algo um eco, um fragmento, do que fui, do que amei, do que ainda posso ser.
No pensador.ai desde