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Frase de Marisa Martins

É como na estrada e nas regras de trânsito. Se tem um sinal proibido, é para indicar que não podes ir por ali. Ou pelo menos para te precaver de que não deves. Nós até podemos ir. Vamos em sentido contrário, ou em contra-mão, mesmo sabendo que ir por ali é sinonimo de risco. Vamos porque o coração, ou a pele, ou as emoções no limite nos pedem para ir. Vamos porque no fundo é daquilo que gostamos. Da pele arrepiada, do coração a bater como se nos fosse sair disparado a qualquer momento. E se calhar até podemos ir muitas vezes. Desafiamos as regras e ignoramos qualquer sinal. É por ali que queremos ir e é por ali que vamos. É por ali que somos felizes. O que não nos lembramos é que por ali há sempre a possibilidade de choque frontal, e que do choque frontal podem resultar ferimentos múltiplos. Há os arranhões e os golpes fundos. A diferença é que os primeiros dão uma certa comichão, incomodam , mas desaparecem. E os segundos demoram mais tempo a passar e na maior parte das vezes a marca fica lá...

Marisa Martins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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As pessoas que arranjem vida própria, porque assim seguramente não lhes crescerá tempo para inventar e reinventar a dos outros.
" Sei que para uma grande parte de pessoas existe um uma espécie de colisão nos seus cérebros quando lêem o que escrevo, ou quando me ouvem a dizer rigorosa e fielmente o que penso. Ficam chocadas por dizer isto ou aquilo, ou por dar a minha opinião sobre determinado tema. Há qu…
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" Sei que para uma grande parte de pessoas existe um uma espécie de colisão nos seus cérebros quando lêem o que escrevo, ou quando me ouvem a dizer rigorosa e fielmente o que penso. Ficam chocadas por dizer isto ou aquilo, ou por dar a minha opinião sobre determinado tema. Há quem me apelide de insensível, provocadora, má ou cruel. Muitas sentem-se ofendidas e vêem os meus comentários como algo perturbador porque no fundo reconhecem-se quando ataco ou satirizo determinado círculo de pessoas. Elas sabem que fazem parte desse circo onde a franqueza e frontalidade existem, mas apenas em teoria, porque na prática dizem sempre o que os outros querem ouvir nem que para isso tenham que ser aquilo a que eu chamo “vira - casacas”. São nada mais, nada menos do que pessoas sem autonomia mental, com ideias todas em cadeia, administradas e conduzidas entre várias pessoas, e ganham sempre as ideias de quem controla. "