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Frase de Henrique de Paiva Resende

Não sou ninguém importante e meu nome será logo esquecido. Tenho 98 anos, mas meu pai diz que não. Eu gosto de azul e vermelho. Há dias em que gosto de cinza, mas são dias-quase-nunca. Eu passo horas olhando nuvens. Não acho que os olhos sejam a janela da alma; olhos mentem. Apego-me fácil a humanos. Tenho ouvidos seletivissíssimos. Gosto de música clássica e folk-rock. Tenho uma pilha de livros e CDs, no quarto. Queria ser capaz de montar um quebra cabeça de duas mil peças. Eu não consigo fazer isso. Sério, minha paciência não me permite! Eu esqueço nomes de coisas e pessoas. Minha memória (ou a falta dela) é meu pior defeito. Ó, não me dê relógios de presente. O tempo é só uma das centenas de coisas que me causam medo. Nasci na época errada e no país errado. E eu não sou nada patriota! Gosto muitíssimo exageradamente muito demasiadamente demais de queijos, ervilhas e brócolis. Quero viver numa casinha de madeira no interior da França, numa cidade fria. Haverá xícaras, chá e biscoitos. Xadrez e cadeiras de balanço também serão bem vindos. Um piano na sala, por favor.

Henrique de Paiva Resende

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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É uma questão de tempo pra eu encontrá-la novamente. Sentir abraços, sentir carinhos, sentir coisas que não são normais ao meu ser, sentir um frio súbito na barriga. Sentir saudade até quando ela vai dormir na sala ao lado. (Eu não gosto quando ela faz isso. Cabem dois corpos num…
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É uma questão de tempo pra eu encontrá-la novamente. Sentir abraços, sentir carinhos, sentir coisas que não são normais ao meu ser, sentir um frio súbito na barriga. Sentir saudade até quando ela vai dormir na sala ao lado. (Eu não gosto quando ela faz isso. Cabem dois corpos numa cama de solteiro sim!) Ela implora para que eu agüente firme, mas algo me preocupa: Até quando? Quando é que eu vou conseguir anular toda essa necessidade dela que surge em mim a cada dia? Não, não é fácil. É como ter a melhor parte de ti em outra parte do mundo. Eu busco. Busco na noite, busco as mãos dela no escuro; busco até no claro. E encontro só o silêncio. Ela está no silêncio também. Ela está em mim. Dentro e fora.

- Você faz uma aspas no braço esquerdo, e eu faço uma no braço direito. - Ou senão nos dois braços. - Não! Eu imaginei assim: se tiver um mundo inteiro entre nós, nós sempre seremos o começo e o fim do outro. Entende?
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- Você faz uma aspas no braço esquerdo, e eu faço uma no braço direito. - Ou senão nos dois braços. - Não! Eu imaginei assim: se tiver um mundo inteiro entre nós, nós sempre seremos o começo e o fim do outro. Entende? Ad Infinitium.

Eu não vou tentar te confortar com palavras faladas. Vou te abraçar e fazer cafuné. Se isso te deixar melhor, você ganha um beijo e uma bala. E só. Mas tem que ser de noite. Quando não tiver ninguém vendo.
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Eu não vou tentar te confortar com palavras faladas. Vou te abraçar e fazer cafuné. Se isso te deixar melhor, você ganha um beijo e uma bala. E só. Mas tem que ser de noite. Quando não tiver ninguém vendo. No escuro.