Frase de Vinícius Januário
Anomia Eis-me aqui, em face do meu reflexo Meus olhos secos estão profundos Brilho desfeito inter poemas palliduns Num axioma anêmico e disforme Na medida que avança desidrata Justificando crenças de brilho fugaz E racionalizando idéias murchas Destronando reis e rainhas inférteis Rego meu pantano com escarno Sob a luz do sol de desertos estéreis E ilusões criadas no reflexo do seu brilho Se desfaz os dias com suas janelas fechadas De olhos sempre abertos e ranger de dentes Provoco dor que já não mais produz sofrimento Cala-te boca de hálito e hábito noturno Livre-me do orvalho e do cantar dos pássaros Consagra-me em tuas alcovas Conceda-me sob a luz da lua E revelar-me-ei pleno traje minha licantropia
No pensador.ai desde