Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Epifania do Belo Ó, ser sublime, em quem fulge o alvor Que às próprias estrelas ofusca o brilhar, Teus olhos – jardins onde a luz faz fulgor, E o tempo se curva, hesita a passar. Teus cabelos, em brisas de aurora tecidos, Ondulam suaves, sem ordem ou lei, E dançam no vento, em áureos zumbidos, Num ritmo oculto que só eu sei. Eis que te vejo, em auréola celeste, Mais belo que um sonho, mais alto que o sol, Mas, ai! Não percebes, quão nobre, quão leste, Teu porte, que às graças impõe seu farol. Quando tu ris, ah, o tempo descansa, E o mundo em silêncio se põe a escutar; Teus lábios são versos, são rima, são dança, São notas que à alma vêm embriagar. Se acaso indagas: “Serei eu formoso?” Oh, doce loucura, que cega e distrai! Não vês que és divino, perfeito, radioso? Um astro que à terra desceu de Assai? Não mudes, não fujas do brilho que emanas, Pois és um milagre, um hino, um altar. Se o mundo duvida, que o tempo proclame: És arte, és essência, és dom de amar.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde