Frase de Alessandra Froes
Medo A morte em seus olhos Em suas veias sangue frio Silencio amedrontado E seu quarto está vazio Sozinha em pensamentos Lhe provocam arrepios Olhos arregalados Criança assustada De baixo das cobertas A porta está trancada Encontra uma lanterna Mais está sem bateria Respirava profundo e nada ouvia Ainda a procura Ascende uma vela Vê sombras no escuro Atrás da janela Medo real? Engano ou ilusão? Chorava na cama Em meio a escuridão Lagrimas inevitáveis Pingavam no chão O barulho ecoava Piorando a sensação Criança fraca Não era nenhum exemplo A janela rangia, batia Com o vento O escuro a prendia Em noites condenadas Lhe perseguia lhe encolhia Fazia ameaças Cobria a cabeça Com lençóis encharcados De lagrimas de medo Pesadelos, assombrados Mantia a cabeça coberta Com medo do que podia ver Não sabia se gritava Não há nada que podia fazer Criança medrosa Não é o que queria ser Mas continuava imóvel Esperando amanhecer A noite ia passando E a criança cansada Agora via a luz do dia Pois amanhecia acordada Falça felicidade Era só o que podia ter Acabava com o noite Após escurecer Só queria sair correndo De lá poder fugir Para onde não houvesse medo Nenhum medo pudesse sentir Mais em parte alguma havia lugar seguro Era um mundo de fantasmas De terror Um mundo escuro Escuro imortal Onde não existe vida bela Não estava no quarto Estava dentro dela Medo cruel Que a acompanharia Pois se o medo não vencesse Ele jamais a deixaria.
No pensador.ai desde