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Frase de Ligia Tosetto do Prado

O que Vipassana me ensinou sobre a vida Chegue com alegria. Traga apenas o necessário para a viagem. Não se preocupe. Ao longo do caminho, pouco a pouco, as instruções chegarão até você. Experimente. Depois explique profundamente, se assim o desejar. Entenda que a moldura do seu corpo contém todas as explicações de que precisa. Portanto, respire. Preste atenção à sua respiração. Não se perca em tantos movimentos. Quando a dor vier, não reaja. Quando o prazer vier, não se apegue. Aceite que todas as sensações, boas ou ruins, igualmente passarão. Aprenda a focar naquilo que se propôs a fazer. As distrações virão, em forma de dor ou de prazer. Continue seu caminho. Dê atenção aos obstáculos apenas quando chegarem a sua vez na ordem em que você já havia estabelecido. Encare-os no centro de seus olhos. Seja corajosa. Eles também passarão. Tenha disciplina. Faça todos os dias pelo maior tempo que puder aquela tarefa. Isso é um grande treino. Quando o desânimo bater, continue. Quando a dor for tanta a ponto de começar a se questionar se realmente valem pena 5 minutos a mais, lembre de todos os episódios de vitória em sua vida após um longo esforço. Quando a coisa apertar e pensar só em você não bastar, lembre-se daqueles que acreditam em você todos os dias. Pense naqueles que gostariam de estar no seu lugar. E quando o limite parecer te atingir, lembre-se daqueles que sofrem dores piores, como em grandes desastres. Você escolheu estar aqui. Faça por você e por todos os que não podem. Honre cada minuto do seu tempo. Sinta que cumpriu sua missão a cada etapa concluída. Perceba, depois de passada, que a dor sequer é lembrada. Repare que o tempo é elástico. Em minuto, parece uma eternidade. Em outro, já foi. Esteja presente em todos. Alegre-se com seus feitos mas não se engrandeça com eles. Eles são apenas feitos. Lembre-se, de novo, de não se apegar. Aceite que em um momento a paz parece ter prevalecido e o sol assentado, mas logo o vento vem e começa a sacudir a paisagem. A chuva chega e limpa tudo. Até recomeçar um novo sol. Seja a como a natureza e observe sua impermanência. Está tudo bem. Silencie as palavras e ouça os gestos. Eles dizem tanto! Abrem portas, abrem passagem e auxiliam a pegar aquela última gota de chá no garrafão, sem qualquer pedido. Você reconhece amigos antes mesmo de ouvir sua voz, saber seu nome, profissão ou signo. Entenda definitivamente que as palavras são levadas pelo vento, mas os gestos te tomam por abraço. Olhe menos pra fora e repare mais no que há por dentro. Veja que se há dor em você, também há dor no outro. Perceba que há mais dentro de alguém do que sua percepção externa é capaz de ver. Pense que cada um está fazendo o seu melhor e desenvolva a paciência. Sempre há uma mínima conexão entre você e o outro, por mais que você não a veja. Por falar em ver, veja a realidade como ela é. E não como você gostaria que fosse. Lide com alegrias e tristezas com equanimidade: sem fuga, sem apego. Mude seu padrão reativo. Cresça dentro de si e ofereça ao lado de fora tudo que melhor encontrar. Toda pequena tarefa ao coletivo é uma grande tarefa. Seja grato àqueles que fazem algo por você. Após um grande silêncio, reaprenda a falar e agir. Encontre a paz no caminho do meio, onde olhar pra dentro te permita escolher boas sementes para serem plantadas. Dê atenção a elas e as alimente com amor e paciência, mesmo quando não parecerem vingar. Que sua persistência traga belas flores para, então, serem entregues a todos que te encontrarem pelo caminho. Que todos os seres encontrem a paz. Que todos os seres sejam felizes. Que todos os seres sejam livres

Ligia Tosetto do Prado

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Entremundos Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão. O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar?
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Entremundos Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão. O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar? Eu não quero a síntese. Eu quero todo o enredo: qual o reflexo de cada momento? Me mostre, eu quero ver. Melhor, eu quero ouvir. Me deixe descobrir qual é a SUA palavra. Sim, aquela que você sempre usa quando está muito feliz. O que faz seu corpo fluir? Percorra lugares, caminhe até o cais. Fale onde a maré nos afoga. No silêncio, prometo não perguntar mais. Divido a minha corda. Segure a minha mão, me levanta desse chão. Sorrio onde a luz é plena. Contorne um a um os meus espinhos. Te juro não desistir na subida. Na descida, perdoe meus tropeços. Sim, estamos sozinhos no escuro. Eu tenho uma vela. Podemos acendê-la. Que tal uma fogueira? Me leve pro seu melhor lugar. Me deixe participar. Fale sobre o cheiro, o som e as cores. Viu? Te trago flores. Entre aromas e sabores, agradeço a viagem entremundos. Mesmo que, às vezes, mudo. Ainda que um pouco surdo. Talvez cego por segundos. Todos temos nossos vultos, sombras e sussuros. Está bem. Explorar mundos pode ser inseguro. Prometo respeitar o tempo da visita. Me disponho a retribuir a visita. JEscolhe aí: um vinho ou uma pizza. Me despeço em bom tempo. Enaltecermos a saída. Lembre, despedida é convite. Saio de mansinho, te solto com carinho. Um dedo de cada vez. Até que nossas mãos se soltem de uma vez. Pela primeira vez, eu olho para trás. Até mais. www.surrealizacion.com

A importância de se sentir ridículo Nesse mundo de imagens, submeter-se ao ridículo é um ato de coragem. Mas o que é o ridículo senão um potencial ato julgado pelo olhar? E mais, do outro que sequer sabe o que você tem pra contar.
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A importância de se sentir ridículo Nesse mundo de imagens, submeter-se ao ridículo é um ato de coragem. Mas o que é o ridículo senão um potencial ato julgado pelo olhar? E mais, do outro que sequer sabe o que você tem pra contar. Temos medo de nos mostrar. Dominamos nossos atos pensando que sua extensão poderá causar repressão. Valorizamos a opinião alheia sobre quem somos antes mesmo de descobrirmos quem somos. Parece coisa de louco, não? Rs Levamos a imagem que criamos de nós tão a sério. Nos levamos a sério mais do que deveríamos. São gestos contidos, jeitos de vestir podados. Personalidades encaixotadas e emoções totalmente perturbadas. Temos medo do julgamento porque, bem lá no fundo de nós, julgamos. O julgador em nós prevê o julgamento alheio. Livre-se do martelo. Você é o juiz da sua vida e de mais ninguém. Nesse caso, atenue a pena, leve em consideração o histórico de vida e faça o balanço. Seja gentil. Nossa gentileza conosco, reflete nos outros. Amor por seus próprios movimentos liberta você e o outro. Eu quero conhecer o verdadeiro você escondido atrás de palavras não ditas e gestos contidos. Seja ridícul@. Eu também sou. Feliz por ser quem sou.

Me perdoe Pelos meus privilégios. Pelos espaços que ocupei e pelos momentos em que não silenciei. Pelo fato de ter tanto preconceito mesmo sem perceber.
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Me perdoe Pelos meus privilégios. Pelos espaços que ocupei e pelos momentos em que não silenciei. Pelo fato de ter tanto preconceito mesmo sem perceber. Por favor, me conscientize de sua dor. Me diga que espaços estou perdendo de ver. Me mostre como posso te ajudar. Me mostre como posso te deixar falar. Tenho muito a aprender. Só posso fazê-lo através de você. Me conte tudo o que se passou. Ou não. Eu estou aqui. Pronta para ouvir. Quando o espaço de fala não me é justo de preencher, prometo aprender a silenciar. E se por acaso você quiser me abraçar, saiba que também estarei aqui. Receba minha gratidão pela sua existência. Pela possibilidade de sentir tanto além de mim.

Quem sou Eu? Um dia eu me fiz essa aparente simples pergunta. Me neguei a aceitar meu cargo, meu histórico escolar ou meus títulos para designar quem eu era.
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Quem sou Eu? Um dia eu me fiz essa aparente simples pergunta. Me neguei a aceitar meu cargo, meu histórico escolar ou meus títulos para designar quem eu era. Me comprometi a descobrir o que me fazia bem e como poderia despertar nas pessoas a importância de prestar atenção nos momentos simples da vida. Percebi cedo que as conquistas do mundo do sucesso tampouco preenchiam quem eu era. Senti a tristeza do desencantamento. O mundo por um segundo se torna um local escuro de se viver quando todo o seu foco é o dinheiro. Descobri em encontros inesperados, longas conversas que alternavam uma fala sincera e uma escuta comprometida o preenchimento de partes de quem eu seria. Percebi logo cedo o valor de uma troca. O profundo toque do amor em um abraço. Somos muito mais do que imaginamos ser. O mundo nos reserva tantos bons momentos quanto permitamos que ele apresente. Está tudo dentro de nós. Quem sou Eu? A pergunta mais enigmática, desafiadora e a única pela qual faz sentido viver.