Pular para o conteúdo

Frase de Twoany R

Faz um tempo que não escrevo nada pra ti… Acho que tudo que está relacionada a você me retém. Embaralha meus pensamentos de tal forma, que me esqueço de tudo que um dia aprendi; esqueço-me de todas as letras e palavras que já li. Você tem o poder de deixar-me ébria a qualquer momento, sem eu nem ter posto uma gota de álcool na boca. Deve ser por isso que quando estou contigo sou tão estúpida e sem graça; deve ser por isso que estraguei tudo que já aconteceu entre nós. O teu cheiro me entorpecer e tua voz me excita. Só a sua existência me deixa mais viva, querido. Antes de começar a rabiscar nesse papel eu procurei lembrar-me de tudo que um dia vivemos, conversamos, falamos e discutimos. Eu abri a sua pasta que guardo aqui na minha mente e, de início, sorri. Erámos tão ‘nós’ meu amor e agora somos apenas dois corpos e almas separados. Somos apenas ‘eu’ e ‘você’… Eu aqui e você aí. Eu senti sua falta por muito tempo e a sinto até hoje, mas parece que ela está se esmaecendo aos poucos… Com isso descobri que nem tudo é pra sempre; descobri que o tempo cura, sim, muitas feridas; descobri que apesar de eu estar te esquecendo, eu sei que o seu cheiro e seu sorriso vão sempre ficar cravados em mim. Algumas coisas vivem para sempre, como o amor. Apesar de altos e baixos ele nunca morre… E eu sei que o que senti por ti nunca irá morrer, por mais que eu tente mata-lo. Por mais que a distancia vá o rasgando aos poucos. Por mais que você vá se afastando de mim. Eu escrevo como se estivesse bem, mas na verdade eu não estou. Eu tento disfarçar a minha tristeza, algumas vezes eu consigo e outras vezes ela se torna forte demais para ser disfarçada. Não tem como tampar um buraco inteiro com um simples sorriso… O buraco sempre vai estar oco e vazio. Sempre irá ter alguém gritando para sair dele — eu — mas o eco que sai não passa da minha boca. Ele sempre se prende aos meus lábios e evita uma saída. Evita um grito externo. Você sempre soube que meu orgulho consegue ser maior que a minha saudade e mesmo assim não fez nada. Doeu-me te ver indo embora; doeu-me te ver traçando outro caminho longe de mim. Perdi-te. Perdi meu coração. E perdi o meu sorriso. A única coisa que me sobrou foi a esperança de que dias melhores virão para mim e para você. Eu continuo te amando, como sempre te amei e sei que, talvez, você sinta o mesmo, mas eu desejo que passe. Pois me doeria mais saber que seu coração está doendo por está amando alguém tão estupida como eu. Com amor, Amélie.

Twoany R

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Twoany R

Tu fazes isso de propósito. Eu sei… Somes porque sabe que a qualquer hora que voltar eu estarei aqui de braços abertos para te apertar e sussurrar no seu ouvido que senti saudades. Conheces-me e por isso me usa. Porque sabe que meu intelectual não funciona quando o assunto é am…
Continuar lendo

Tu fazes isso de propósito. Eu sei… Somes porque sabe que a qualquer hora que voltar eu estarei aqui de braços abertos para te apertar e sussurrar no seu ouvido que senti saudades. Conheces-me e por isso me usa. Porque sabe que meu intelectual não funciona quando o assunto é amor; sabe que sou perdidamente apaixonada por tu e me doeria te recusar um retorno. Mas eu quero dizer que mudei Augusto. Eu mudei. E quando tu resolveres voltar será tarde demais. Não atenderei seus telefonemas, queimarei suas cartas e te enviarei as cinzas só para tu veres o quanto eu mudei. Mas cadê você Augusto? Cadê suas cartas em minha caixa de correios? Cadê suas ligações perdidas e seus e-mails não respondidos? Será que é tão orgulhoso ao ponto de nem ao menos tentar voltar? Não conhecia esse seu lado orgulhoso, frio, soberbo, ignóbil, e por isso não faço questão que voltes. Mas se voltares… Não ligo. Sua voz grossa, porém macia, não me traz mais paz, seu sorriso largo e alvo não me tira mais suspiros e seu cheiro não me deixa mais ébria. Eu não te amo mais Augusto. Não mesmo, nem um pouco. Mas eu queria saber: se não te amo por que é o teu nome que vejo quando viro a página do meu caderno? Por que é teu nome que rabisco nas capas dos livros de amor? Por que é em você que eu penso quando leio um texto clichê? É Augusto… Eu tenho que admitir: eu ainda amo você e, por mais que eu queira, não consigo te esquecer.

Nunca me diga “eu te amo” se a sua intenção não for me amar. Poupe suas palavras comigo. Não as diga se não forem verdadeiras e eu prometo que farei o mesmo. Não quero que nos tornemos aquele casal que perde tempo com mentiras, que discute quem ama mais, que se abraçam de cinco e…
Continuar lendo

Nunca me diga “eu te amo” se a sua intenção não for me amar. Poupe suas palavras comigo. Não as diga se não forem verdadeiras e eu prometo que farei o mesmo. Não quero que nos tornemos aquele casal que perde tempo com mentiras, que discute quem ama mais, que se abraçam de cinco em cinco minutos e se fazem de fofos; que mentem para si mesmos a troco de nada. Que não sejamos assim. Não quero perde-te para uma mentira… Para um “eu te amo” que ainda não existe em nós. Porque, quem sabe, nós só nos gostamos… Pois amar é diferente. Tu sabes. O amor é muito diferente do que vivemos. O amor não acaba. Mas e a gente? Para onde essa nossa inconstância irá nos levar? Para o fim? O fim do nosso suposto amor. Suposto, sim. Porque o amor não é inconstante, então por que nós somos? É porque eu não te amo e nem tu me amas. Descobri isso. A gente só se gosta. Só se curte. Mas não nos amamos o bastante para ficarmos juntos; para sermos um! Nos gostamos, simplesmente. Cada um no seu lugar, com o seu gostar, com seus dias separados e etc. E com aquelas nossas perguntas monótonas de “como foi seu dia?”. O meu dia? O meu dia era para fazer parte de ti, assim como o teu era para fazer parte de mim, mas não é assim. Nós não nos amamos. Estamos separados e achamos que estamos juntos… Estamos distantes e não sentimos. Mas eu quero te amar. Quero pelo menos tentar, quem sabe, se você deixar. Eu quero saber que amor eu tenho para te dar. Mas só se tu deixares… Só se deixares eu te amar.

Pensei estar perto, mas na verdade estava muito longe. Foi quando vi dois metros se transformarem em duas milhas, e quanto mais perto estávamos mais longe parecíamos estar, e mais fria e gélida nossas almas ficavam. Nossas bocas não mais proferiam palavras bonitas e carinhosas; n…
Continuar lendo

Pensei estar perto, mas na verdade estava muito longe. Foi quando vi dois metros se transformarem em duas milhas, e quanto mais perto estávamos mais longe parecíamos estar, e mais fria e gélida nossas almas ficavam. Nossas bocas não mais proferiam palavras bonitas e carinhosas; não mais existia “eu te amo” em nossos dicionários e o “estou com saudades” continha um significado diferente do real. Era dito da boca para fora, como se precisássemos agradar um ao outro com palavras. Coitados de nós… Tão bobos e tolos, mal sabíamos que as palavras não têm valor nenhum se comparadas às atitudes. Mas tenho que admitir: agora eu sinto sua falta; e embora minhas atitudes se contradizem com as minhas palavras, elas não se contradizem com os meus sentimentos. Sinto mais do que deveria e esperava sentir. Meu orgulho não consegue mais encobrir a sua falta em mim. É impressionante o poder que tens. Mesmo estando distante suas forças conseguem superar as minhas; mesmo não querendo você modificava meu dia inteiro… Mesmo não sabendo o teu “olá” torna-se o sol do meu dia escuro e sombrio. Mas o que posso fazer se tudo o que vem de ti é totalmente contraditório; se você é inverno e primavera ao mesmo tempo, se é dia e noite, se é amarga e doce… O que fazer com nossas vidas que deram um giro de cento e oitenta graus? Continuar onde estou não me parece uma péssima escolha, na verdade é a melhor delas. Porque às vezes você parece como uma rosa, linda e com um perfume encantador, mas eu sei que de uma rosa só lhe sobraram os espinhos e quem sabe uma pétala oca e murcha; sem vida… Tu não és mais primavera, não preservaste suas pétalas. Tu és inverno, frio e maçante, e eu preciso do verão. Preciso de um “olá” quente aquecendo meu coração, e se o seu “olá” não quiser mais ser meu sol, eu não me importarei. Procurarei outros “oláres” em outros bares, ou quem sabe, em outros bosques… Porque você sabe: eu preciso de outra rosa, pois a sua já perdeu as pétalas.