Frase de António Prates
Valente chão que me dizes novidades da descrença, nesse teu campo grisalho; falas de seres infelizes, sem confiança nem crença, pedindo pão e trabalho. Valente chão que me fazes ser como o chão que tu és: trigueiro, ermo e enxuto; falas dos tais capatazes, dos capitães das ralés, com muitas falas de luto. Valente chão que carregas fardos de tais desertores, cumulas culpas e faltas; és contentor das bodegas desses tão pobres-feitores dessas patentes mais altas. Valente chão sem emenda, sem pegadas de mudança, sem justiça e sem apuro; pede a um deus que te atenda com a tocha da esperança para os pobres do futuro.
No pensador.ai desde