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Frase de Emerson Mollin

Agora parece visível, tão fria, tão dolorosa essa saudade. Mas claro, você escalou essa colina de incertezas para quê? É lógico que os ventos sopram forte daí. Vamos, desça. Esse vazio contínuo não alivia em nada a sua queda, é preciso encará-la com os olhos. Bem, não com os olhos, mas é preciso ter coragem de olhar para algum lugar, talvez para a sua dor. Fugir de si mesmo não é uma opção, é um caminho sem volta que se agrava perante um beco estreito e sombrio. E por mais tentadora que a vontade de sair do próprio corpo seja, imaginar o que outra pessoa pensa é inquestionável. Acredite, estar nos pés de alguém tem lá suas desvantagens, não dá para se localizar na dor alheia, muito menos manipular uma locomotiva sem freios. Onde foi o seu amor, ele está no sorriso de alguém? Oras, você possui um belo sorriso, e você é única do jeito que é. Eu sei que a saudade parece arrebentar no meio, mas não parte. Parece que você vai se entrincheirar com uma metralhadora, mas não vai. Tudo tem seus poréns, seus dois lados, e a verdade sempre aparece em algum deles. E por mais sincera que ela seja, nunca acredite num fato absoluto, é besteira. Pra viver a gente precisa quebrar a cara, abandonar as coisas e recomeçar várias vezes. Não há certeza alguma, mas também, não dá para deixar de viver. Algum dia além do dia, além da tristeza e do arrependimento, todos nós encontramos nossa verdadeira razão de existir. Não procure um recomeço somente quando ele estiver perto do fim. As pessoas pensam que depois de muito tempo existe um hospital para almas, mas não há. Não dá para retornar à vida, enquanto as memórias insistem em retornar ao passado.

Emerson Mollin

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Tenho visto meu mundo mudar, enquanto me desapego das obsessões inúteis da vida. Digo com clareza que cansei de buscar por respostas, entendendo que as velhas perguntas já não servem mais. Não há nada para se arrepender, muito menos adorar. Aliás, arrependimento é uma palavra que…
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Tenho visto meu mundo mudar, enquanto me desapego das obsessões inúteis da vida. Digo com clareza que cansei de buscar por respostas, entendendo que as velhas perguntas já não servem mais. Não há nada para se arrepender, muito menos adorar. Aliás, arrependimento é uma palavra que os vivos conhecem? Pois sinceramente, falamos de possuir uma história, ser honestos e entender alguém, mas o que fazer com essa batalha interna que existe em nós? Só há um jeito, superar. Se as pessoas desejam partir, elas que escolham o sentido contrário, pois de tanto dar voltas, sempre acabam se encontrando diante do mesmo caminho. E olhar com desprezo não resolve, se odiar também não. Em vez disso, o chão torna-se o tão aguardado consolo, pronto para dizer o que os olhos insistem em negar: sua falta foi superada e as lacunas de solidão se fecharam. Agora seu amor não tem sentido algum, você foi uma covarde, a antítese de um amigo. E eu decidi partir antes que fosse tarde demais, sem cartas, nem lágrimas, tudo secou, e as poucas palavras aprisionadas revelam o sacrifício que eu faço: sobreviver.

A vida, como um acidente de carro ou uma metáfora inexplicável,
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A vida, como um acidente de carro ou uma metáfora inexplicável, perante a doença ou a cura. Os sentimentos, à mercê da perda ou da reconciliação, do horror de jamais rever alguém ou diante da felicidade de um abraço. A dúvida de existir, como um animal indefeso, à espreita de um felino, que voou tarde demais, e foi amordaçado. Por que você admira as penas, se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?