Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FIOS DO LUAR Pelos fios do luar No sossego outono Anda de efémeros sons Os juncos de lama negra Pelo plutão perdido no espaço Charco de vales sombrios Nos lençóis quentes da cama Poesia de caído véu Poeta purificado em urano Essa lua brilhante da noite De beijo dado no escuro Abraço de espasmo cego Num enxame de leitura efémera Armadura de giz em Vénus Pelos versos feitos de raiz Alma de mercúrio vermelho Na fogueira de velho centeio
No pensador.ai desde