Pular para o conteúdo

Frase de Fábio P. Oliveira

MUDAR Respiro pela primeira vez Encho meus pulmões e solto lentamente Meu rosto ganha cor... Meus olhos estão fixos Só existe uma direção que quero olhar agora... Uma luz bate no meu rosto desviando minha atenção Sinto minha camisa ser puxada e o meu nome ser dito... Olho para traz e não consigo ver nada! Só sinto cheiro de rosas... Não posso seguir nesta direção! Fico parado olhando para o céu O vento toca meu rosto e a tristeza se faz presente Meu coração arde Pulsa ar, queima frio e bate sem som... Izadora está ao meu lado e o tempo não existe mais!

Fábio P. Oliveira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Fábio P. Oliveira

Não vejo seu presente somente o passado, passado, passado, passado, passado e passado...
IZADORA Na carteira riscada pelo mordido lápis preto 02 assina a prova bimestral Izadora Sua pequena borracha suja cai novamente e rola até a porta
Continuar lendo

IZADORA Na carteira riscada pelo mordido lápis preto 02 assina a prova bimestral Izadora Sua pequena borracha suja cai novamente e rola até a porta Lá vai izadora... Ao levantar como de costume arrasta a carteira com aquele barulho chato esmagando o “colega” da frente... Os olhares dos demais são atraídos como imã para Izadora Ela volta observando nas provas alheias o que deve marcar Sentada rabisca no pouco espaço em branco da carteira, coça a cabeça e marca algumas questões. O tempo passa... Izadora está observando algo Não consigo saber o que é Seu olhar distante intriga-me Será um pensamento provocado pela prova? Aguardo um momento para ter certeza Não! Ela não escreve nada na prova Seus cotovelos estão esticados verticalmente e seus punhos cerrados sustentam a cabeça de Izadora Seu olhar está direcionado para a janela da sala Fico a observar qual será sua ação depois do seu transcender... Izadora balança a cabeça como se saísse do transe Começa a escrever algo com desenhos e formas geométricas Olha em minha direção sussurra algumas palavras coloca sua mão sobre a prova e passa o lápis transmitindo a forma de sua mão para o papel Intrigante... Qual será este sentimento que ela está dando forma na prova? Ela terminou! Muitas provas já estavam na mesa e a medida que terminavam eu os dispensava para suas casas visto que era o ultimo horário e queria ler a prova de Izadora naquele mesmo dia Ela espera até que fosse a última mesmo tendo terminado ha algum tempo Pronto! Caminho até ela já não tem mais ninguém na sala somente eu e Izadora Ela sorri levanta e entrega sua prova dizendo que tinha se esforçado e sai correndo da sala Volto até minha mesa admirando sua prova... Lá estava sua mão aberta desenhada no texto principal dizendo PARE! E logo abaixo os dizeres: eu não estou aqui, esta sala não é capaz de suportar-me! Na próxima página um círculo, um losango e um quadrado todos embolados rabiscados com bastante força... Percebi pela pequeno rasgado na folha e logo abaixo ela escreveu aqui é o fim o verde e o amarelo sumiram assim como todas as resposta que espera encontrar nesta prova Eu não estava aqui Este mundo não é o meu Abraços Izadora.

EU Não conheço o nome que todos falam pelos cantos Não sinto, não falo, não vejo nada...
Continuar lendo

EU Não conheço o nome que todos falam pelos cantos Não sinto, não falo, não vejo nada... As sete peles de Rosa não dizem nada mais! Do vidro quebrado da janela do meu quarto nasce o sol Lá fora um mundo paralelo que criei... Sombras nas esquinas, carros sem pessoas e muitas vozes. Na minha mochila um caderno com várias poesias No meu bolso uma foto... A solidão está outra vez ao meu lado Sou eu quem a procurei Agora já nos conhecemos, sua voz é inconfundível. Silêncio, olhar sem direção, tristeza e dor. Sou ela e ela é eu!

MADRUGADA Fábio P. Oliveira O vento frio entra pela janela
Continuar lendo

MADRUGADA Fábio P. Oliveira O vento frio entra pela janela Lá fora barulhos de carros rasgam a madrugada... O silêncio fala outra vez E se mostra em doces palavras Meu coração não bate como batia antes... Não vejo sorrisos Não sinto o amor Só as lagrimas me consolam... Meu olhar é distante Tento procurar no vazio algo Minha respiração está lenta... Inspiro o ar gelado da madrugada Sinto meus pulmões se enxerem Fecho os olhos e solto o ar lentamente... Abro os olhos Vejo Izadora sorrir dizendo oi! Ela fala de um amor desaparecido e da sua grande alegria em poder ver eu outra vez... O relógio nesse momento é nosso inimigo Estamos sendo conduzidos pelo vento do silencio das doces palavras!