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Frase de Dayse de Paula - Poetisa

NADA MAIS Por favor, me perdoe! Se já não sei reconhecer Quando teu corpo ardendo em desejo Chama apaixonado pelo meu nome Se meu corpo frio Não sabe mais esboçar os gestos Que te agradam e te saciam a vontade. Perdoa se teu grito não me é mais audível. É que não tenho mais O mesmo desejo por ti. E se não podes aceitar um sorriso, Nada mais tenho para dar-te.

Dayse de Paula - Poetisa

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Pensador.com

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Anúncio Procura-se alguém disposto a amar! Pode vir com o coração cansado Ou um pouco ferido, Só não pode estar preso ao passado. Pode ser até descrente, Do amor e da felicidade Mas que seja disposto e aberto As novidades.

O COCHEIRO E A CARRUAGEM Enlouquecida de amor e desespero Mergulhei numa cegueira raivosa
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O COCHEIRO E A CARRUAGEM Enlouquecida de amor e desespero Mergulhei numa cegueira raivosa Como cadela infectada. Os cavalos venceram o cocheiro E a carruagem se despedaçou no abismo. Vaguei perdida no espaço e no tempo Num mar de lembranças e culpa Sem bússola, sem sonhos, sem vida. Uma fera a beira da morte Implorando piedade ao caçador. Um cocheiro fraco, porém vivo Que sarou suas feridas uma a uma e Reconstruiu a carruagem com seus cacos. Depois de pensar em sua desgraça Decidiu que ele mesmo puxaria a carruagem.

CAFÉ Distraidamente percorri o contorno de um mundo Com poucas olhadas para dentro e para fora.
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CAFÉ Distraidamente percorri o contorno de um mundo Com poucas olhadas para dentro e para fora. Luzes acesas, olfatos abertos, ouvidos aguçados Encontrei a compreensão da alma desconhecida. Livro aberto com conteúdo fechado Fácil de ser lido, difícil de ser esquecido. Pessoa livre publicada no brilho do olhar. Num corpo inteiro de caçador, o desejo de ser caça. Ponto de partida transformado em ponto de chegada, Partindo da ótica do reencontro com o novo Descobrindo-se escada de acesso ao nada, Com a tranqüilidade de tomar uma xícara de café.

GAVETA Se eu por ti já não mais choro É que tua partida finalmente
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GAVETA Se eu por ti já não mais choro É que tua partida finalmente Virou fato consumado. Nada mais se pode alterar. Se a serenidade de meus dias Conseguem enganar os que me cercam É que resolvi esconder a revolta Na gaveta onde guardo as emoções. Aquela que um dia resolvestes abrir. Revirastes à minha revelia Lendo, relendo e brincando Com tudo o que não deverias. Assim, como já não choro, Reorganizei a velha gaveta E tranquei-a com chave. Aquela que jogastes fora.