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Frase de Zeca Castro

⁠Pedra O vento impetuoso fustigou a janela, as árvores dançaram sob a luz artificial. Procurei-te na solidão da memória, templo sagrado em ruínas, várias pedras já foram roubadas, lançadas ao rio por crianças, desapareceram na espiral cristalina, jazem nas profundezas, ocultas, mas ainda inquietas. Guardei uma diferente, é azul, como o meu sonho, como os sonhos do mundo, que são como o Céu e que são de toda a gente e de ninguém. Onde te perdeste que não te encontro? A nuvem onde dormimos desfez-se, choveu durante estações, mas, depois, os raios de sol entraram timidamente, trazendo o calor da esperança. As árvores finalmente dormem, o Homem acorda. Olho para a pedra, continua azul... Enquanto viver, ficarei com ela. Depois, morrerei, tu também morrerás, onde não sei, mas a pedra permanecerá ainda azul como o céu...

Zeca Castro

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Pensador.com

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Mais um dia! Dormimos metade da vida, Serão os sonhos mais reais ou menos reais? Deito-me na natureza, Como um mendigo Que não vê mais encantos na vida, Olham-me com estranheza, Como se ser da natureza é algo anormal. Além, o rugido da imensidão, O azul feroz, Amante insatisfeito, Que num manto de nuvem Se entrega ao areal deserto, Num vaivém eterno. O vento apaga todas as marcas, Renasço com a despedida do astro rei, Num horizonte sem fim, Onde a terra toca o céu E o azul transborda.⁠

⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva,
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⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva, Do âmago da Terra. Ouço violinos, Vêm das estrelas. Ouço gritos de guerra, Vêm do passado, do presente e do futuro. Não ouço nada. Tudo se despe ante mim. Vivemos no inconsciente coletivo, Colorido com certezas, mitos e convenções. Perco-me, enlouqueço! Tudo é vão e absurdo! Rasgo a pele, Quebro os ossos. Destruo, destruo tudo, Não consigo parar! E agora? O que faço? Aqui não há nada!