Frase de Alaide Lopes Monteiro
Sou filho: mas que filho sou? Como nasci e como vou crescer? Onde meu sangue está instalado? Que lição na escola irei aprender? Será que a vida me espera com lápis e pincel pra eu pintar? Com brincadeiras, musiquinhas junto a colegas compartilhar? E, se eu morar numa rua à margem do coração desta periferia, poderei contemplar a paisagem do que hoje ainda é fantasia? Tenho medo de ir à escola e logo assumir responsabilidade Mas quero conhecer o alfabeto e outras proporções da cidade para o meu futuro dar certo Não, não! Não quero pensar! Eu quero é me divertir. Quero brincar no parquinho. Quero cantar e também sorrir. Quero fazer muitos rabiscos. Quero meu mundo colorir. Que não tardando me chegue, o que prevê a Lei do Brasil: creches, praças, cinema... Quando a Magna sair do papel se fará nosso justo sistema (MONTEIRO, A. L. Pensamento Infantil. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 33).
No pensador.ai desde