Pular para o conteúdo

Frase de Emerson Mollin

Não dá para saber se o mundo é um réquiem ou uma parte do inferno. Nós temos lugares agradáveis, mas nem sempre possuímos ótimos amigos. Como saber se às vezes não somos apenas um tijolo no muro sustentando um ego vazio? Por trás do sorriso das pessoas, sempre existe algo frio que não condiz com aquilo que pensam sobre nós. Sempre há alguém pintando uma parede com todo o ódio possível, nunca se achando bom o suficiente para continuar. Sempre existe alguém se remoendo no chapisco de um muro, procurando vida entre os cacos que cortaram durante um dia inteiro. Sempre há alguém procurando uma pessoa perfeita, encontrando-se numa milha milagrosa de ilusão. O chão do seu quarto torna-se um abismo, transgredindo sua falta de vida e a atenção que ninguém soube te dar. Atenção que não se implora, mas que se abre no peito igual uma ferida acesa pelo tempo. Todos nós queremos ser algo para alguém, sem sequer dizer ou demonstrar isso. E depois de tanto suportar, mudar, chorar, rir, gritar ou sufocar, você entende que precisa se amar enquanto é possível. Entende que falar sobre desconfianças gera apenas mais dúvidas e que não se apegar é a melhor forma de sobreviver. Tudo que é demais pesa e agir de menos não leva a lugar nenhum. Quando tudo passa, percebemos que era inútil se preocupar tanto por algo banal. Afinal, você estava chegando ao fundo do poço sem saber que sempre existe mais um palmo para se afundar.

Emerson Mollin

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Emerson Mollin

Tenho visto meu mundo mudar, enquanto me desapego das obsessões inúteis da vida. Digo com clareza que cansei de buscar por respostas, entendendo que as velhas perguntas já não servem mais. Não há nada para se arrepender, muito menos adorar. Aliás, arrependimento é uma palavra que…
Continuar lendo

Tenho visto meu mundo mudar, enquanto me desapego das obsessões inúteis da vida. Digo com clareza que cansei de buscar por respostas, entendendo que as velhas perguntas já não servem mais. Não há nada para se arrepender, muito menos adorar. Aliás, arrependimento é uma palavra que os vivos conhecem? Pois sinceramente, falamos de possuir uma história, ser honestos e entender alguém, mas o que fazer com essa batalha interna que existe em nós? Só há um jeito, superar. Se as pessoas desejam partir, elas que escolham o sentido contrário, pois de tanto dar voltas, sempre acabam se encontrando diante do mesmo caminho. E olhar com desprezo não resolve, se odiar também não. Em vez disso, o chão torna-se o tão aguardado consolo, pronto para dizer o que os olhos insistem em negar: sua falta foi superada e as lacunas de solidão se fecharam. Agora seu amor não tem sentido algum, você foi uma covarde, a antítese de um amigo. E eu decidi partir antes que fosse tarde demais, sem cartas, nem lágrimas, tudo secou, e as poucas palavras aprisionadas revelam o sacrifício que eu faço: sobreviver.

A vida, como um acidente de carro ou uma metáfora inexplicável,
Continuar lendo

A vida, como um acidente de carro ou uma metáfora inexplicável, perante a doença ou a cura. Os sentimentos, à mercê da perda ou da reconciliação, do horror de jamais rever alguém ou diante da felicidade de um abraço. A dúvida de existir, como um animal indefeso, à espreita de um felino, que voou tarde demais, e foi amordaçado. Por que você admira as penas, se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?