Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMARGAS MENTIRAS Ando descalça no caminho da vida Onde nada me pertence nada é meu No coração das emoções assumidas E num labirinto que se perde na mente Paro para ouvir-me, para ver-me ou Para deixar-me ir na frustração dos erros Dados meus talvez em aceitar a tristeza A dor das amargas mentiras perdidas Chafurdadas na merda como poeira seca Envoltas numa bolha de tantos sentimentos Confiança cuidada nos abraços por asas Congeladas do tempo entre as cinzas Mas ainda assim levanto-me nos poços Onde cerca-me as trevas ignorada pela Minha vontade do sentir sem os apelidos Ardósia que fuma um cigarro, da fome Saturada distante, solitária de seu interior Sombras, sensação de frios em abandono Abstrata transparência da aparência vivida Como as luas cheias na certeza dos marés Sem perturbar ou recusar os teus ombros Que desaparecem como todas as lágrimas Impedidas de voar numa pausa sinfónica De um passado enraizado na dor poetiva. ༻❀༺♥♥༻❀༺♥♥༻❀༺ -
No pensador.ai desde