Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
UM AMOR CERRADO (soneto) Cala-se o triste olhar. Anina o sentimento E a deslizar pelo rosto mudo, a dor vencida No exilio tão áspero dum vazio sentimento Em uma lágrima de choro e de cor abatida O horizonte se põe, nublado, suspira o vento Algente, as sensações estão assim de partida Pura! Frutificando na paz o ardente sofrimento E a alma incrédula, ainda, não está convencida Das gotas do pranto, abrasador as lembranças E pela saudade a sofrência em estreitas tranças Amarra o peito, apouca, e pelo clamor escorre E sob o pesar tão cavado e magro, que tortura Do sonho e as privações dos planos, - fulgura, A dor, do derradeiro amor que cerra. E morre. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/07/2020, 06’45” – Triângulo Mineiro Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde