Frase de Cicero Laurindo
Essa poesia não é minha A poesia nunca é do poeta O mesmo só é canal que aponta A porta do desejo. Das desapontadas dores de sua alma Em fina figura que se vai na tinta É a imagem do que lhe fura a alma Um fingidor e suas mentiras. A poesia nunca morre, O poeta sim, Ele morre de amor Ele vive um poema que não é dele. Muitas vezes a dona ou o dono está longe Mas bem perto de seu coração. E nesse coração ele se contenta Com a mentira de uma esperança vazia Sobre o peso da saudade na rejeição E do desejo que lhe afagar a alma, Assim ele se despede em seu coração.
No pensador.ai desde