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Frase de Angela Dias

⁠O MEU EU O meu eu... o meu eu é casa de muitos EUS é abrigo de um eu carente, mendigo de mim, por vezes carente, mendigo de ti é refúgio de um eu ferido de morte em trincheiras de solidão é fresta de luz que aquece um eu entardecendo em tons de amarelo e vermelho carmim é uma sala de baile, palco de corpos sincrônicos num tango pacholento ou em uma mazurca puladinha é um canto onde se chora a saudade de uma infância em tardes de domingo é aconchego, chamego bom que revigora, pede mais e incorpora ‘um vamo em frente’ é uma manhã de setembro com janelas escancaradas e aroma de jasmim é uma tarde gélida de inverno em que os sentimentos não dão conta de aquecer nem a alma nem o corpo porque o frio vem de fora é uma noite de verão quente como quente é a explosão de hormônios em jovens corpos sedentos é uma verdadeira arena de conflitos onde cabem benditos movimentos em ânsia de agito e repouso Sou eu, casa de mim! Misto de concreto e capim! _____ angela dias

Angela Dias

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Angela Dias

⁠A DOR DA FOME a dor da fome rasgava suas carnes como já rasgara ontem e antes de ontem. não morrera ainda porque sempre há um naco de alguma coisa que alguém lhe dá.
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⁠A DOR DA FOME a dor da fome rasgava suas carnes como já rasgara ontem e antes de ontem. não morrera ainda porque sempre há um naco de alguma coisa que alguém lhe dá. não ficara a vida inteira na espera da esmola, não, batera muito martelo, batera muita marreta nesta vida marrenta. houve labuta, muita luta, muito esperneio...mas o cansaço veio e lhe pegou de jeito, bem feito. por que não lutou mais? Afinal, as oportunidades são iguais, basta querer- diziam-lhe. "oh gente sem entendimento que não vê que as portas que se abrem, não abrem pra gente da minha cor... incolor, invisível!" - pensava. Elas precisam ser forçadas... a dor rasgava suas carnes como já rasgara ontem e antes de ontem. a dor do abandono consumia as poucas forças que lhe restavam... abandonado... em que estado! _____ angela dias.

⁠Eu e meus confins O que vês de mim é só
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⁠Eu e meus confins O que vês de mim é só o que te permito saber... Minha tez esconde quissó dos enroscos do meu viver... A ponta Não dá conta Do tanto submerso do meu ser... Ninguém sabe Do que me componho, Do tudo ou do que nada cabe Neste abismo medonho Sou eu nos confins De mim... _____ angela dias.

⁠O amor é substância O amor é instante fugaz... é eternidade,
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⁠O amor é substância O amor é instante fugaz... é eternidade, eterna idade de amar! O amor é corte na carne... é cura, é o alívio desta vida dura! O amor é a dúvida... é a certeza absoluta, é o descanso, é a luta! O amor é a ida, é a volta, a chegada, a partida! O amor é a ânsia, a instância, a constância, a substância da vida! _____ angela dias.

⁠A espera O amor nos fez encontro, presença,
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⁠A espera O amor nos fez encontro, presença, em noites tão frias, em tão quentes tardes, mas és tu quem fazes o clima! E na distância, o amor nos fez tão próximos! Espero-te desde antes, muito antes de te conhecer! É no tempo que há tempo te espero, há várias vidas que te busco, que te encontro, que te perco! Quando chegas, deixo de ser saudade, e o cansaço da espera que tombava-me o corpo desaparece, transparece, é claridade que invade! Luz que me toma, me toma em seus braços, e em um segundo, torno você o meu mundo! _____angela dias.