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Frase de NFJ

Não te enganes, a beleza é simples... Não vive da imagem que finge Nem finge a imagem que deixou de ser. Não calcula fria na prisão do hoje, Liberta-se no que foi e sem querer será, Se construída é nada, se espontânea és tu. Não é palavra pensada que se solta falsa, Nem caminho estudado que te leva ao nada, É humilde olhar que sem amarras surge. Beleza é verdade, indomável e pura... Se veste máscara deixa de saber ser, É suave brisa que surge espontânea e cessa na parede que teimas erguer!

NFJ

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Pensador.com

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Outras frases de NFJ

⁠O Soldado Soldado em tempo de paz, inútil, Ganha dinheiro por existir
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⁠O Soldado Soldado em tempo de paz, inútil, Ganha dinheiro por existir E nada faz senão sorrir, Pois da sua missão não sai produto. Soldado em tempo de paz, sanguessuga, Enquanto os outros estão a trabalhar Ele passa o dia a brincar Com arma na mão, a correr no campo. Soldado em tempo de paz, invisível, Não dormiu hoje, porque será? Não aparece há um mês, onde estará? Foi para o estrangeiro passear, só pode ser! Soldado em tempo de paz, ignorante, Passou o dia sem comer, só porque sim, Desfaleceu quando corria ao calor, enfim, Porque recebe tanto se tão pouco dá... Explode bomba, o país treme, O que será que aconteceu? A cidade quebrou, a vida perdeu, Fujo com medo, mas lá vem o soldado... Soldado em tempo de guerra, lutou, Tão bravo que é, no entanto morreu, Enorme que foi, por ele aqui estou eu, Tão pouco lhe deram, o pobre coitado. Soldado em tempo de guerra, valente, Aguentou sem comer, não viu a cama, Corre ao sol, alguém o chama, Salvou mais alguém, é um herói! Ganhamos a guerra, voltou a paz, Poucos soldados que eram, deveriam ser mais, Tudo o que lhes ofereçam não é demais, Enfrentaram a morte e a minha família viveu. Soldado em tempo de paz, incómodo, Atira-se para o chão quando estoura um balão, Não se dá com ninguém, vive na solidão, Mudo de lado na rua para não ter que o ver. Soldado em tempo de paz, esquecido Já tinha ele saudades de quando era inútil, Passava o tempo a treinar, para um dia ser útil E só sabia sorrir, junto aos camaradas agora caídos. Soldado em tempo de paz, são tantos, Acabem com eles, não servem para nada, Passam os dias em pé na parada E marcham para o treino, a brincar com a arma. Soldado inútil, sanguessuga, ignorante... Finge o soldado que nada está a ouvir Para o seu país continuar a servir E dar a vida pela sua pátria, como jurou fazer.

⁠O Medo e a Certeza Se tens medo, avança... Medo é passo firme que molda a tua estrada,
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⁠O Medo e a Certeza Se tens medo, avança... Medo é passo firme que molda a tua estrada, É gume dos sentidos que golpeia a turbidez da visão, É constante questão que quer cortar a escuridão. Se tens certeza, recua... Certeza é ausência que se pensa repleta, É pergunta altiva que não tem humildade para se colocar, É escondida escuridão que está vestida de luar. Não tenhas medo do medo, pois este é músculo que te faz crescer, Não tenhas certeza da certeza, pois esta é nervo que te faz quebrar.

⁠O Ruir do Tempo Toca o tiquetaque do relógio, No tique ignoro o tempo,
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⁠O Ruir do Tempo Toca o tiquetaque do relógio, No tique ignoro o tempo, No taque pergunto porquê. Segue o segundo do sonho, Enquanto segue eu sorrio, No segundo seguinte esqueço. Vai a minha voz ao vento, Quando ela vai eu acredito, Até o vento parar em ninguém. Rui o ruído ao romper do passo, No romper aspira ser pegada, No silêncio rui até ser nada. Toca o tiquetaque do relógio, Empurra o sonho mais um segundo, Com uma voz mera brisa no tempo E um passo onde só o silêncio passa.

⁠Depressão Olhos teus, quando desististes de ver? E acreditar que o mundo não olha se deixares de te olhar,
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⁠Depressão Olhos teus, quando desististes de ver? E acreditar que o mundo não olha se deixares de te olhar, Amarrada no nó de uma mágoa que finges saber o nome, Tremendo gelada à chuva enquanto te incide o sol. Olhos tristes, quando deixastes de sorrir? E acreditar que podes culpar o mundo da culpa que foges, Forjas violência Na mão que te afaga e nunca vil foi, Tens força para cavar o teu escuro mas não dele libertar. Olhos falsos, quando deixastes de ser reais? E acreditar que ser feliz neste mundo é blasfémia, Entre a parede e o nada fingindo que não vês a porta, Ouves na voz dos outros o silêncio a chegar. Olhos impiedosos, quando deixastes de ser amáveis? E acreditar que o sorriso do mundo é lágrima. Queres que os demais caiam porque não cais em ti, Quebras os sonhos dos outros pois não encontras os teus. Olhos que dormem, ousai acordar! E acreditar que o silogismo do sonho é universal, Para avançar no caminho usa os passos teus, O dedo que apontas aos outros sempre a ti pertenceu.