Frase de EdsonRicardoPaiva
No dia em que a gente nasce O tempo a viver é pouco Entretanto a gente perde Muito tempo sendo louco Louco o suficiente A ser cego e não perceber Que o tempo a viver é pouco E que nada na vida é da gente Nem mesmo a gente Somente a nossa vontade Então, sinta a brisa morna A beijar o teu rosto Assim que esse dia termina Nenhum dia na vida retorna Veja o vidro do relógio Envelhecer com as horas A genuína verdade Passa na nossa frente E toda oportunidade Que vai e não volta Era verdadeira O ponteiro sempre volta Pois o tempo, na verdade Passou pelo vidro Ao levar-lhe o brilho Assim são as coisas Que a gente perde Ouça o sino da velha igreja Veja há quanto tempo ele badala E mesmo assim você Não saberia dizer Sobre ser a mesma vibração de cada badalada triste A vida se cala, quando não se ouve Na simplicidade, a verdade da vida Embarcamos na viagem Mas há muito nos esquecemos da boa sensação Que é olhar o trem sobre trilhos Enquanto ainda na estação Há muito eu não olho o brilho das gotas de chuva bater no chão É assim que o tempo trabalha E é dessa maneira que perdemos A batalha pela vida Porquanto a vida não é batalha É apenas vida Veja, que enquanto crianças A gente deseja crescer bem depressa E nessa pressa em crescer Se esquece de guardar um pouco da criança que deixou de ser Pra poder sê-la outro dia. Mas nenhum dia na vida volta O tempo, o vidro do relógio O beijo morno da brisa A imprecisão no badalar dos sinos E quando menos se espera Um dia o trem sai dos trilhos. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde