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Frase de EdsonRicardoPaiva

O que vale na vida Não se pesa em nenhuma balança Não lesa abraço e nem confiança Abrigo e telhado O Pensamento distante A trilha, o atalho Tristeza que ninguém notou Um olhar calado fala mais alto E te leva com ele A sabedoria de ser julgado Num tribunal inimigo E receber um julgamento honesto A vida não é como se escreve O lado bonito é mais profundo E não vale o escrito Um resto de lembrança A voz rouca O pavio apagado O "tanto faz" do olhar além Pela lente da janela As gentes que vem do outro lado A poeira que flutua Um cavalgar constante O Panteão, o tempo. Ah, o tempo...se a gente o soubesse! A energia Telúrica e presente Maior que milhões de universos O reverso da lente A maneira certa de dizer Coisas que a ninguém se diz O momento feliz que não veio E foi pra nunca mais Há coisas que não se muda Contudo se modificam Como tudo Pra essas o tempo pára As demais são passageiras E se afere o valor que elas tem A mais valia o sabe Um lugar que se oferece, quando houver O pão também E segue cada segundo Que nem se fosse eternamente E que pra sempre vai ser assim Sem pressa Pois o tempo é lento e precioso Mas é também caprichoso, quando preciso E que esteja presente O tempo todo E que acalme a alma só de olhar A rama da alegria O lado de dentro da calçada Alento pra dor sem cura O olho que busca Oculto na escuridão Se não trouxer, tenta Um suspirar nostálgico Isso te basta O querer É esse o valor da vida. No âmago do meu ser Edson Ricardo Paiva..

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva