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Frase de Mariana Magalhães

Dá vontade de parar, parar de vez em quando. Parar de pensar. É, parar de pensar. É tanta coisa pra ser dita que, em sua infinita complexidade, dá vontade de não dizer. Dá preguiça, vontade de esquecer. Até que ponto a gente aguenta? Dá vontade de explodir. Tanta coisa pra ser dita, pouca gente pra ouvir... Dá vontade mesmo é de sumir! - Escolhemos ser quem somos e, de vez em quando, até isso dói.

Mariana Magalhães

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Pensador.com

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Olhai a beleza singular das flores caídas pelo pátio. Vê que vista primorosa? Seus galhos, outrora secos, de súbito fizeram-se flor. Sucintos golpes de cor num quadro antes um tanto cinza. Que encanto! Na alvorada, quando o sol, ainda um bocado reservado, reflete seus raios inaugurais sobre elas: pétalas rosa-amarelas, o piso branco da entrada parece se acender. E que alegria também é ao anoitecer! Ao subir a rua, na calada destas noites de inverno, vendo dali de baixo o ipê, olho o céu e fito a lua em companhia quase esqueço do vento frio cortando o rosto. Efeito anestésico da natureza? Não sei! - respondo a mim mesma - mas quanta harmonia! Sento-me no banco sob ela quase não vejo mais cinza concreto e, quando a ela conto algo secreto, sem delongas inicia-se um diálogo: Desprende-se uma flor do galho vem de certo no meu ombro. Tamanha sublimidade! Como passar desapercebido? Vê agora a poesia amigo? A natureza responde! O universo também.

O mundo anda tão barulhento! Ao pensar em parar pra pensar não dá tempo, não penso.
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O mundo anda tão barulhento! Ao pensar em parar pra pensar não dá tempo, não penso. Fragmentaram o sentimento denominaram: bom e ruim. Mas quem me consultou? Sou agora obrigada a pelejar, travar fadigante batalha comigo mesma: Por que todo mundo tem que ser feliz o tempo todo? Quem, afinal, é feliz o tempo todo? Felicidade é coisa efêmera, dá e passa — penso, agora. É momento que tira o fôlego é paixão, entrega, intensidade, é grito por dentro, mas acaba. Que coisa nessa vida não acaba? Ora! Se tudo muda, se a felicidade grita, hora sim, hora não e lido com isso, que me causa estranheza ao ouvir o som oposto? Shh! Ouça com atenção. Acho que calaram a tristeza! O Som anda distante e abafado. Estará atrás daquela pilha de coisas, aquelas com promessa de desenfadamento? Até a solidão foi junto! Foi e disse que já não existe motivo para melancolia, agora, só ouço o grito estridente da felicidade "todo o resto é vazio" — assim o disseram. Já era hora! A parte fétida do sentimento se foi. Tomei agora a fórmula que me foi prescrita: "2 colheres de chá de ignorância de 8 em 8 hs, 30 gotas de obliteração a cada 6 hs." Mas por que ainda escuto a tristeza sussurrar? E que barulho é esse que eu ouço agora? Parece vir daquela pilha de entulhos! Será ele que me tira o tempo quando penso parar pra pensar, mas não penso?

Me despi das verdades contadas já não me veem mais sorrindo sorrisos engessados. Aprendi e continuamente aprendo, por mim.
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Me despi das verdades contadas já não me veem mais sorrindo sorrisos engessados. Aprendi e continuamente aprendo, por mim. Sorrio agora um sorriso de quem se descobre de quem se ama, de quem se reinventa. Olho no espelho e aceito a imagem, olho pra dentro e fito as mil maravilhas e os mil infernos de mim mesma com ares de curiosidade, deslumbre e paixão. Sei onde caibo, sei onde não quero entrar sei onde não devo voltar. Sei que, entre tantas coisas refutáveis, o auto-conhecimento é o mínimo para seguir.