Frase de Valdir Enéas Mororó Junior
Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus. Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias, Um véu de fumaça que paira entre os meus Pensamentos, tecendo as velhas melancolias. Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo. Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui. Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto, Um novo ser nascido da dor que me construiu. Agradeço, sim, a pessoa que agora sou, Mais forte, mais ciente, mas também mais calada. Em cada passo novo, a ausência que restou, Uma canção de ninar que a alma tem guardada. Obrigado por ter me transformado, mas a que custo? Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou. Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto, Pois a chama que tu foste jamais me abandonou. Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir, Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis. Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir, Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.
No pensador.ai desde