Frase de Dilean de Bragança
Tributo ao trombadinha Menino que anda na rua sozinho Sujinho, faminto, sem casa, sem pão Olhando as vitrines, sonhando os brinquedos Pedindo esmola, mas sempre em vão Menino vadio, que encontro nas ruas De olhar assustado, barriquinha a roncar Te olho e choro, te amo sem preço Na medida certa que pude encontrar Fico triste ao te ver, menino que assusta!!! Sua vidinha difícil te marca demais. Menino sem dono, que dorme nas ruas Que treme de frio e frio se faz! Menino perdido, sem mãe, sem carinho Que aprende de tudo pra sobreviver Que esbarra nos outros, tirando relógios Roubando comida pra fome vencer. Menino que um dia, nem foi consultado Se desejava nessa vida habitar...(vegetar) Se gasta em dias, tristonhos, vazios Sem hora sem pressa, não precisa voltar. Te entendo menino, menino desprezado Porque de sozinha me sinto você... Me vejo faminta, pedindo, esperando E a vida negando sem dizer o porquê. Me sinto perdida em seus passos sem rumo E tremo de frio sob meu cobertor Espero o carinho que espera seus braços Esbarro nos sonhos, roubando calor . Não queria mais te ver pelas calçadas Será o tempo nosso eterno cobertor? Será a vida nossa eterna covardia? Serão em sonhos nosso encontro com o amor?
No pensador.ai desde