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Frase de Marisa Martins

Mesmo arrumado numa gaveta fechada, há sempre algo que nos força ou incita à sua abertura de vez em quando. Era bem pior, quando ela ainda estava entreaberta, contigo sempre à espreita , a fintar-me a cada passo. Nos dias de hoje, em que muita coisa mudou , forçosamente ou não, isso nem interessa, tu és uma personagem de gaveta. Mas não é uma gaveta qualquer. Eu até lhe dei um nome. Porque tu não merecias ficar numa gaveta sem nome, mesmo que o mesmo represente um "karma" na minha vida. Claro que não merecias. Da mesma forma que nunca fizeste por merecer que eu, ao invés de te arrumar numa gaveta , te atirasse para o lixo ou arrancasse impiedosamente as folhas onde escrevemos juntos uma história . Demorou um certo tempo até conseguir enfiar-te dentro da bendita caixa com chave. E depois a tranca-la. Foi um longo tempo de tentativas, todas elas frustradas, porque também demorou a chegar a mim a vontade de realmente fazê-lo. Porque no fundo eu nunca quis que o teu lugar fosse um lugar de gaveta, porque na realidade sempre tiveste lugar , espaço e sentimento para mais. Mas na vida nem sempre os motivos de força maior se resumem a lugares, espaços e sentimentos. Ou ironicamente, até acabam por resumir-se. De uma forma diferente para os dois, é certo, mas a verdade é que para nós os motivos de força maior, aqueles que te atiraram para uma gaveta sombria mas cheia de segredos e episódios felizes, estão intrinsecamente ligados a tudo isso. A sentimentos múltiplos, a lugares dispersos e espaços limitados.

Marisa Martins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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" Sei que para uma grande parte de pessoas existe um uma espécie de colisão nos seus cérebros quando lêem o que escrevo, ou quando me ouvem a dizer rigorosa e fielmente o que penso. Ficam chocadas por dizer isto ou aquilo, ou por dar a minha opinião sobre determinado tema. Há qu…
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" Sei que para uma grande parte de pessoas existe um uma espécie de colisão nos seus cérebros quando lêem o que escrevo, ou quando me ouvem a dizer rigorosa e fielmente o que penso. Ficam chocadas por dizer isto ou aquilo, ou por dar a minha opinião sobre determinado tema. Há quem me apelide de insensível, provocadora, má ou cruel. Muitas sentem-se ofendidas e vêem os meus comentários como algo perturbador porque no fundo reconhecem-se quando ataco ou satirizo determinado círculo de pessoas. Elas sabem que fazem parte desse circo onde a franqueza e frontalidade existem, mas apenas em teoria, porque na prática dizem sempre o que os outros querem ouvir nem que para isso tenham que ser aquilo a que eu chamo “vira - casacas”. São nada mais, nada menos do que pessoas sem autonomia mental, com ideias todas em cadeia, administradas e conduzidas entre várias pessoas, e ganham sempre as ideias de quem controla. "