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Frase de Raul Bopp

Um dia ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim. Vou andando, caminhando, caminhando; me misturo rio ventre do mato, mordendo raízes. Depois faço puçanga de flor de tajá de lagoa e mando chamar a Cobra Norato. — Quero contar-te uma história: Vamos passear naquelas ilhas decotadas? Faz de conta que há luar. A noite chega mansinho. Estrelas conversam em voz baixa. O mato já se vestiu. Brinco então de amarrar uma fita no pescoço e estrangulo a cobra. Agora, sim, me enfio nessa pele de seda elástica e saio a correr mundo: Vou visitar a rainha Luzia. Quero me casar com sua filha. — Então você tem que apagar os olhos primeiro. O sono desceu devagar pelas pálpebras pesadas. Um chão de lama rouba a força dos meus passos.

Raul Bopp

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Você estava vendo este risco fundo Que atravessa a sua mão de baixo para cima? Pois é a linha do coração Você ainda há de ser muito feliz menino! Esta linha é a marcha da Coluna Prestes

Tapuia As florestas ergueram braços peludos para esconder-te A tua carne triste se desabotoa nos seios
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Tapuia As florestas ergueram braços peludos para esconder-te A tua carne triste se desabotoa nos seios recém-chegados do fundo das selvas. Pararam no teu olhar as noites do Amazonas mornas e imensas E no teu corpo longo. ficou dormindo a sombra das cinco estrelas do Cruzeiro. O mato acorda no teu sangue sonhos de tribos desaparecidas - filha de raças anônimas que se misturam em grandes adultérios! E erras sem rumo assim pelas beiras do rio que os teus antepassados te deixaram de herança O vento desarruma os teus cabelos soltos e modela o vestido na intimidade do teu corpo exato. À noite o rio te chama. Chamam-te vozes do fundo do mato. Então entregas à água demoradamente como uma flor selvagem ante a curiosidade das estrelas.