Frase de Clayton Vasconcelos
Eu perdi o meu pai No auge da pandemia Quando a vacina ainda não vinha E o silêncio do mundo era feito de incertezas Sem proteção, sem respostas — Só a dor crua da perda. Quatro anos depois Perdi a minha mãe Quase lado a lado com os seus aniversários: Ela em 19 de dezembro, Ele em 20 de janeiro… Como se o calendário guardasse um luto E os dias se recusassem a passar Sem lembrar de quem tanto amei. No meu mundo existem memórias, Milhares de lembranças que doem E me moldam, E me ensinam que a ausência é presença disfarçada: Nos risos que ecoam, No silêncio das manhãs vazias, No sabor da saudade que não se despe. Saudade do filho caçula Que mesmo sem vocês Segue o legado. Segue a força, a coragem e a verdade Da Família Araújo de Vasconcelos — Que não se acaba, Que não se perde, Que vive em mim. E no meu eu… O amor permanece, Imenso, indelével, eterno.
No pensador.ai desde