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Frase de Valdemi Cavalcante Teixeira

NA HORA DO ADEUS! Ao apagar das luzes, No meu suspiro derradeiro, Não serei o último nem o primeiro A temer o por vir! Mas quero me sentir por inteiro Antes de, para sempre, partir! Na ânsia de, a todos, me despedir Quero ter ao menos um semblante de paz! Mas também quero, a vocês, pedir Que ninguém repare no que deixei pra traz, Pois esse é um momento que me satisfaz. Talvez, de todos, o mais importante na vida! Só quero fechar os olhos e nada mais; De vocês, o consolo da despedida! E que eu fique na lembrança enternecida Do desejo de dias outrora! Não quero se quer uma lágrima caída Daquelas dos olhos de quem chora. Pois vejam que chegou minha hora, Do adeus, para todos improrrogável! E para sempre, a partir de agora, Depois do meu fim inevitável, De onde estiver serei mais amável Do que pude ser nesta existência. Já me livrarei do peso inimaginável Deste corpo, nesta pobre experiência, Onde tudo acaba, mas sobra a essência Do ser, construída eternamente! Sabendo que meu corpo entrou em falência E ficou impossível conservar a semente, Partirei desta para sempre! E a vocês, deixo o meu adeus!

Valdemi Cavalcante Teixeira

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Pensador.com

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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira,
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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira, Escondidos da ira da titia! No delicioso café da matina Me convidava para corrermos pela colina, Sentindo no rosto o frescor da ventania! Eu, você e o canto dos bem-te-vis, Cheios de amores, suspiros infantis, No esplendor contagiante da tua alegria Que me levava ao delírio, empíricos desejos, Quando sentia teus afagos, provava os teus beijos; Adorava estar sempre na tua companhia! Eram momentos intensos de amores joviais, Escondidos na colina, em gozos divinais, Até o dia em que fomos pegos pela Maria! Destemido, enfrentei-a, venceu a ira tremenda; Envergonhado e triste, fui expulso da fazenda; Tive que vir morar no sul fugindo da Bahia. Restou-me a saudade do tempo de criança, Eternizada na doce lembrança De nós dois no sertão em plena sintonia! Passou-se décadas dos dias de outrora, Mas eu me lembro a cada minuto e hora, Do quanto eu amava quando contigo pro campo fugia...! Foi quando adulto, encontrei uma morena, Meiga, magra, linda e pequena, De olhar doce, transparecendo magia, Me causou vertigens, lapsos de memória, E eu não quis acreditar que nossa história Pudesse um dia ultrapassar as barreiras do sertão da Bahia! VALDEMI CAVALCANTE TEIXEIRA

O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura.
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O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura. Cura doença, desavença e até loucura, cura paixão, desilusão e também cura o tédio. Dê tempo ao tempo sem perder tempo, pois ao tempo não se contradiz. Dê tempo ao tempo se não é tempo de ser feliz. Dê tempo ao tempo, não só por um momento, mas por gerações se preciso for. Pois o tempo, esse relógio do universo, quando se transforma até em verso pode curar até mal de amor! E se na dor ou na alegria, o problema é o tempo ou o contra tempo, no tempo eu me reinvento dando tempo ao tempo todo dia! São Bernardo do Campo, 24/12/13 - Valdemi