Frase de Angélica Rizzi
PROCURA-SE UM AMOR A princesa e o plebeu E, eu que sempre quis encontrar o amor verdadeiro, pois, nunca pensei que em toda parte o encontraria. Nas águas dos mares, nos oceanos que se estendem pelo mundo, no pico mais alto, nos lugares mais distantes. nas profundezas do aprofundar-se, na existencial essência do existir, para amar e, então, existir. No simples desejo do existir de cada pessoa, e em cada olhar. Na maneira de cada um sorrir, ou falar. No singelo ouvir, sem ver e não se aproximar. Na incessante busca do descobrir-se, e então concluir: que se pode amar a todos e se entregar, sem se entregar, ou, somente se deixar levar. Além de mim: o ego, o outro e todos os seres, que além de alma, vísceras também têm num coração um espaço infinito e apto ao exercício de que amar se aprende amando. Valente, medroso, imperioso este pode ser um amor, que se sente, e ora, se procura; se pressente que com a idéia deste amar, já se pode estar amando. Por amor há um corresponder infinito, mesmo que tímido na idéia do amar. Ora, ausente na entrega, e nessa procura cega: um amor que se ame, e te ame. Ou, só queira amar. Para sempre, sempre simplesmente amar por amar. É este eterno querer amar é que nos faz encontrar o amor. O amar da entrega lenta, sem querer, por querer, sem desmentir, e omitir o querer. Se a cada dia se ama um pouco mais, para também se amar sem esperar na eternidade: a aliança da união, a lua de mel em Pasárgada, o vestido de cambraia pêssego, os violinos nas canções dos Beatles, um beijo fugaz nos romances de Jane Austin. o entardecer violeta de Amarcord de Fellini, o olhar arregalado de Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo, que segue lânguido na película de William Wyler -A princesa e o plebeu. O existir somente, num olhar de instante. Num se entregar sem saber, que naquele único e, profundo instante olhar existiu um amor.
No pensador.ai desde