Pular para o conteúdo

Frase de VANIA CLARES

DUETO No teu corpo rodopiar um passo novo. No teu ventre semear um claro intento. No teu ritmo aprender um destino incerto. No teu caminho cultivar um fruto do acaso. Na tua vida lançar a minha: um novo invento incerto do acaso.

VANIA CLARES

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de VANIA CLARES

DO PARAPEITO VITAL Não sou aquilo que vês... A couraça que percebes
Continuar lendo

DO PARAPEITO VITAL Não sou aquilo que vês... A couraça que percebes é o excesso de fragilidade, que move ou tortura. Dentro da concha cerrada, a porta em ferrolhos, permito frestas que me alimentam. E o alimento caminha filtrado no suporte do meu parapeito. Nele contemplo o complexo do ser em solidão e unidade. Contemplo a comunhão da beleza e ironia, da grandeza e mediocridade, dos rumos e destinos vãos, do irreversível óbvio pó e o tão divinal inevitável está em simplesmente ser. Em entendimento e devolução converto o que vejo em palavras que registro. Em minha suposta apatia, passam as coisas, os homens, os fatos, e deixam cargas e marcas e a sensação, de ser tudo simples e infinito. Não há nada que me exclua ou me distancie da engrenagem. Sou partícula num todo de massa, cinza, éter. Mesmo deste parapeito inescrutável (dirás?) e vital feito placenta, habito um universo em que sou parte e magicamente sou todo.

VACILO Não invento mais nem face, nem volta
Continuar lendo

VACILO Não invento mais nem face, nem volta nem futuro algum Estou dentro da roda viva remoendo temas surrados repetindo palavras legadas revendo gestos vários vivos entranhados e perdidos na minha própria invenção de viver

IDENTIDADE Sensação de outono. Em que folhas soltas
Continuar lendo

IDENTIDADE Sensação de outono. Em que folhas soltas ao vento se perdem leves, em total desapego. É quando me percebo mais amiúde, transmutada. Sempre em profusa doação, me acompanho: adubo da terra, úmido limbo, absorvido pelas pedras, sal e lama. Entregue às estações, desprendida, aceito o ciclo da regeneração. Tudo sentindo, fundo. E ao sentir, espalho palavras, assim como as folhas ao vento. Renovo-me. Assim sou parte.

"Hoje eu sou o adubo do meu fio. O que escolherá entre sucumbir na lama ou fundir-se à semente, reiniciando o ciclo constante. Que Deus se apiede de mim e me socorra na pintura dessa imagem. Inspiração para as cores, é disso que preciso. Também dizer adeus ao que eu penso saber.…
Continuar lendo

"Hoje eu sou o adubo do meu fio. O que escolherá entre sucumbir na lama ou fundir-se à semente, reiniciando o ciclo constante. Que Deus se apiede de mim e me socorra na pintura dessa imagem. Inspiração para as cores, é disso que preciso. Também dizer adeus ao que eu penso saber. Limpar-me e deixar-me livre para que me seja enviada a inspiração do mais divino de mim. E me preencha de mim. A sabedoria ao buscar o pincel mais fino, a tela mais suave e clara. A resistência à sufocação das tintas. A moldura mais perfeita. A adequação ao expor a consistência de um fio retocado. Pelas sábias mãos da vida".