Frase de Carlos de Castro
O PÓS E O PRÉ Lembro-me ainda de quando era velho A cair de podre. O ventre saído desmesurado Expelido Inchado Como que a rebentar A bomba fatal Tal odre Que estoura Em excessos Possessos De processos De químicas De álcool com salmoura. Menino, agora, já sou outra vez. Com pés a caminho da cova, Voltarei ao pó Pó, pó, pó, pó E cinza adubada. Vou tornar a ser Um novo ser A nascer, Não demora nada. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-04-2023)
No pensador.ai desde