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Frase de Carlos de Castro

⁠SE EU MANDASSE Oh, se eu mandasse nos tempos E nas vidas das mentes Decretava aos quatro ventos Mesmo que cinzentos E sem mais lamentos: Quem for de mente que não mente Nem demente Nunca deve morrer depois dos poetas! Deve partir ao mesmo tempo de todos, Porque os poetas Mesmo que anacoretas, Nasceram para escrever a rodos Imagens de pinturas primárias Que animam o mortal A viver uns tempos mais Na vida dos arraiais Porque afinal, É no sonho de outras vidas planetárias Que os viventes cantam outras árias Cantigas, a uma só voz Por mim, por ti e por nós. (Carlos De Castro, in Morra A Censura, em 19-07-2022)

Carlos de Castro

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Pensador.com

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⁠O MENINO E A BOLA Ele ia atrás da bola. Que belo, ele a correr
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⁠O MENINO E A BOLA Ele ia atrás da bola. Que belo, ele a correr O menino de sua mãe, Que Deus a conserve e tem No enlace com seu pai, Em risonho amor de viver. Chuta, vá meu pequenino, Afaga os teus pezitos na bola, Com o esquerdo ou o direito O teu chutar é perfeito, Rumo ao verdadeiro destino Traçado na camisola. E no passar do sol pela lua, Pelo fogo, pelo ar, pela água Sem mágoa E pela terra, Um dia, nunca te esqueças Peço-te, não esmoreças, Pois a vida será sempre tua Nua e crua, Pela verdade que encerra. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)

O HOMEM DO POEMA Sempre que escrevia, agoirava: Não vale nada!
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O HOMEM DO POEMA Sempre que escrevia, agoirava: Não vale nada! Que poesia mais chanfrada!... Talvez namoro ou derriço, Ou grito agudo de lamento Daqueles que a alma vomita Numa sensata heresia, Enquanto lhe resta tempo?... Mas quando o poema nascia Na transpiração suarenta Do corte da placenta Do filho que foi dado à luz, Entre coxas de sofridão, Na mais completa escuridão Onde só se via a cruz, O homem chorava então, Já não agoirava e dizia: Eis a minha poesia Tão modesta, tão pequena, Saída da minha pena...⁠ (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)