Frase de Daniel Avancini Araujo
Versos de Revolta Deixo meus versos como rastros de fogo num caminho que arde pela culpa dos insensatos. Minhas palavras ficam, gravadas como cicatrizes na pele da memória, reação contra a hipocrisia que escorre das bocas ornadas de tantos "intelectuais", cuja erudição é verniz sobre o vazio. Não há o que temer! Pois tudo já é temido! O perigo não se manifesta onde a covardia se veste de autoridade, onde a segurança se impõe como jugo elegante, um escudo frágil contra a incerteza que ruge no mundo. Vivo em segurança? Ou em confinamento? Essa segurança sufoca, nos molda em cúpulas de certezas frágeis, ergue muros invisíveis que nos protegem do caos lá fora, mas nos exilam dentro de nós mesmos. Há de parar! Ou então, pararemos nós! Porque quem vive assim, enjaulado em verdades prontas, aprende a temer até o próprio pensamento. E se o medo crescer maior que o desejo de liberdade, é a alma que se condena ao cárcere da resignação, onde as palavras morrem antes mesmo de se tornarem grito. Os versos que deixo são insurgências contra o conformismo, ecos de um coração inquieto que se recusa a aceitar a rotina disfarçada de escolha. É urgente quebrar o silêncio que nos encobre de poeira, é preciso incendiar as ideias moribundas antes que a chama interna se apague de vez.
No pensador.ai desde