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Frase de Janiara de Lima Medeiros

⁠"Inocente útil" Inexiste outro adjetivo para classificar Embora descaracterizando-se da essência original do conceito inicial à inocência útil enxergar. Aqui não se erguem bandeiras político-partidárias que se pudessem explicar aqui, talvez, somente a política relação por parte dos oportunistas de plantão! Oportunistas são seres de visão! Veem num relacionamento necessário a fonte de informação Buscam impactos por influências Que lhes abram portas à continuada formação e que os ingênuos favoreçam à sua produção. Tão inocente: não se viu manipular Por caridade, facilitou aos astutos “necessitados” Fantasiou e iludiu-se: as relações fluidas eram de pureza aos “interessados”. Através da relação de interesse foi sugada a malícia racional capaz de acreditar na perversidade humana porque na estrutura de pureza, via-se somente o estereótipo angelical. Por meio da sua integridade não enxergou a malícia humana e o poderoso envolvimento cruel dos atentos em beneficiarem-se com toda gama. Ingenuamente, compartilhou conhecimento espontaneamente, acreditou na construção de relações sólidas inocentemente, dividiu seu material e trabalhou para “amigos”. “Amigos” que sentavam ao seu lado desde a caronista fingidora de emoções, aos artistas do teatro da vida! Os ingênuos são aproveitados nas fases em podem ser úteis e os astutos deleitam-se do melhor que os puder usar. Os lobos, abastecidos de seus ardis, sondam terrenos férteis de ignorância sobre a maldade humana. Raposas fingem-se dóceis e amigáveis para conhecer suas fragilidades. Caroneiros da boa fé, inclusive. Astutos que utilizam da parábola cristã e fazem-se de cordeiros. São hipócritas e dizem o que não praticam. São sociopatas e investem em vestes para representar. Utilizam-se do discurso divino para promoção da confiança . E brincam “eu tenho cara de ser gente boa mas sou uma pessoa má”. Lobos covardes, medíocres e aproveitadores sabotam-se em suas falsas convicções. Golpeam injustamente os que estenderam a mão: Os prestativos, porem inservíveis, já não têm mais espaço. O diário cruel da caserna em que opressores se oprimem porque se “a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Inexiste camaradagem. Mentira! Cada um por si e salve-se da próxima escala de serviço ou missão. E assim vida verde-oliva segue processa novos contextos e necessidades. Pelo instinto de sobrevivência na caserna “ex-caronista descobre outras relações de necessidade útil, desprezando quem se tornou inútil desde que deixou a farda verde-oliva”: frustado depoimento da ingenuidade iludida. Experientes no processo de tirar proveito, rompem com as relação de utilidade, são malditos ferem inocentes. Ferimento de mágoa, dor, ressentimento transformados em reconhecimento da exploração emocional: a inocência útil começa a processar rancor. Porque insignificante torna-se tudo o que pensa-se de bom ter construído. Disfarçados do discurso hipócrita da bondade em nome de Deus escandalizam a pureza do amor divino real. A sua religiosidade suja e profana do egoísmo e do individualismo. Desfarçam-se por meio do mandamento cristão de amor ao próximo. Farsantes! O próximo são seus próprios ‘eus’ usurpadores de mentes e corações dedicados à concretização do único amor importante: autoamor. Amor próprio, egocêntrico e capaz de convencer o inocente útil Usá-lo, envolvê-lo, conquistá-lo e, descartá-lo. É justo que sejam sempre bonificados? Pensando no sentido da formação para a vida Cada um que escolhe teu caminho e utiliza seus dons... Poderia ser indiferente e desejar-lhes só o bem ... mas neste momento manifesto minha necessidade de evolução espiritual: que os lobos recomecem e sejam surpreendidos que lhes seja permitido recomeçar novos ciclos que estes novos ciclos reproduzam a ojeriza que nutro que este nojo multiplique-se e solidifique-se que suas máscaras caiam que possam envelhecer essencialmente solitários que sejam cercados por nova geração de lobos que lhes seque que suas almas (caso as tenham) sejam de lamento por seus vazios que vejam a força que fizeram nascer aos inocentes úteis que matem-se na alcateia que morram-se. Poema publicado no livro: "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"

Janiara de Lima Medeiros

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Falar de amor é fácil. O difícil é praticar quando tudo coopera para o desamor.