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Frase de Marinho Guzman

Sonhei com uma feijoada. Não qualquer uma mas com a do Bolinha de São Paulo. Se você nunca comeu uma feijoada do Restaurante do Bolinha em São Paulo, por favor pare de ler agora. Não tenho tempo nem saco para explicar a tradição de mais de oitenta anos, como é montada e quem frequentou aquele ridículo templo pagão da gastronomia paulistana na Avenida Cidade Jardim no.53. Não sei se a feijoada foi atriz, se o restaurante foi o palco, sei que o lugar lembrava muito a premiação do Oscar, já que além de nós simples mortais, centenas de celebridades iam se refestelar com restos de porco servidos em cumbucas de barro, substituídas tantas vezes quantas você pedisse. Não sei como anda hoje mas o maior sucesso da feijoada era a fila que se formava na porta nos anos oitenta. Os mais ricos e famosos, as mais lindas e cobiçadas mulheres, os carros mais caros, as maiores motos paravam em fila dupla, tripla e no bolsão de estacionamento que se formava naquele entroncamento em frente ao finado Pandoro. Nunca fui fã de feijoada e confesso, ia e pagava caro porque já estava bêbado de caipirinha e inebriado com o pandemônio festivo que era aquele circo. Depois de começar a escrever fui dar uma olhada nas críticas atuais do restaurante e não recomendo nem o restaurante, nem que você leia as críticas, pois uma coisa sou eu falando e outra é você constatando que a fama de muitas pessoas e muitos lugares foram criados por falsas ideias do que representa a vida e o sucesso. Chego à conclusão de que o sonho não foi com a feijoada do Bolinha mas com o que representou para mim e para tantos ideia de felicidade e sucesso naquela época. Sem nenhuma cerimônia, nem tristeza, deixo de lado o sonho e a feijoada do Bolinha, lavo a cara na pia do banheiro, dou uma olhada furtiva no espelho e corro para o meu pão com manteiga, iogurte de frutas vermelhas e uma fatia de bolo com café expresso da dolce gusto, presente como todo mundo já sabe, da querida Amanda Palma.

Marinho Guzman

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marinho Guzman

Na falta de um namorado não tenha nenhum Quem se sente só porque não tem um namorado ou uma namorada vai ficar sozinho mesmo quando estiver acompanhado. Quem precisa de outra pessoa para completar a coisa, tem alguma coisa faltando.
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Na falta de um namorado não tenha nenhum Quem se sente só porque não tem um namorado ou uma namorada vai ficar sozinho mesmo quando estiver acompanhado. Quem precisa de outra pessoa para completar a coisa, tem alguma coisa faltando. O relacionamento de duas pessoas é muito mais legal quando cada um traz algo que faz transbordar de felicidade a relação. E isso não é milagre nem impossível. É só as pessoas deixarem de esperar alguma coisa e passarem a oferecer alguma coisa.

Há vários da gente dentro de cada um de nós. Mas, por mais que a gente se ache original somos um padrão. A gente nasce, cresce fica bobo e casa, dizia um velho ditado que não ouço mais.
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Há vários da gente dentro de cada um de nós. Mas, por mais que a gente se ache original somos um padrão. A gente nasce, cresce fica bobo e casa, dizia um velho ditado que não ouço mais. Mas já não se ouve mais tanta coisa... O casamento desceu do altar onde já foi rei, ao patamar dos simples mortais, que não comunicam mais à sociedade que vão cumprir a próxima e importantíssima fase da vida. A vida a dois continua importantíssima, mas já não é mais tão celebrada. Os filhos nascem e não são batizados, crescem e não são crismados, fazem a primeira comunhão, quando fazem, para andar na mesma fila que os outros andam, igualmente sem saber bem porque. Todo mundo se veste mais ou menos igual, come mais ou menos as mesmas coisas, assiste aos mesmos programas na televisão e vai a discotecas diferentes só por causa do preço. Os carros têm todos mais ou menos o mesmo design porque o túnel de vento obriga os estilistas a obedecerem às regras da física. A mesma boa e velha física que jamais vai sair de moda, apesar da maioria dos jovens pensar que física é a ginástica que fazem nas academias. As mesmas academias. A originalidade vai por água abaixo, no exato momento em que percebemos que até as diferenças são tão iguais. Ainda assim, há várias pessoas dentro de cada um de nós e cada uma delas querendo seguir um caminho diferente. Mas tudo tão parecido, tudo quase igual...

Não dá para ganhar todas. O importante é não perder todas. Dizem que a vida é uma loteria. Não dá para concordar com quem pensa dessa maneira, simplesmente porque gente como eu e mais a grande maioria das pessoas nunca ganhou nem ganhará na loteria.
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Não dá para ganhar todas. O importante é não perder todas. Dizem que a vida é uma loteria. Não dá para concordar com quem pensa dessa maneira, simplesmente porque gente como eu e mais a grande maioria das pessoas nunca ganhou nem ganhará na loteria. Uma coisa é certa. A vida é feita de escolhas e quem erra menos ganha mais. Não que as melhores escolhas sempre sejam as certas. Meu primo que sempre jogava os mesmos números na Mega Sena, um dia cismou e trocou o numero seis por um meia dúzia qualquer e pimba! Deu. Também tem aquela velha história do ajudante do padre que ficou multi milionário vendendo velas. Analfabeto, certo dia foi entrevistado por um jornalista que teria dito: - O senhor que é analfabeto ficou milionário. Onde teria chegado se soubesse ler? E o industrial respondeu sem titubear: Teria continuado ajudante do padre. Só comecei a fabricar velas quando fui despedido por não saber ler e escrever... O tal do livre arbítrio faz com que possamos tomar qualquer rumo. I dolos e campeões como o goleiro Bruno e o cantor Belo optaram, em certo momento por conviver com criminosos. Foram e serão punidos severamente. Um perdeu muitas e o outro todas as chances de uma vida de sucesso. O certo é que não dá para ganhar todas então, trate de ganhar algumas senão o bicho pega...