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Frase de EdsonRicardoPaiva

O que quero pra mim amanhã Não importa, pois eu quero agora Já passei por coisas demais nesta vida Pra viver de planos e ilusão Pois se ontem alguém perguntasse Onde é que eu estaria hoje Não sei o que teria respondido Pois eu ontem não era eu A vida me ensinou Que não somos donos dos nossos destinos Aprendi a querer a vida pra hoje E se a vida responder de outra forma É a norma da vida Eu vou seguir fazendo sempre o meu melhor Viver à minha maneira Indiferente a opiniões e perguntas Devia ter feito isso a vida inteira Amanhã pode ser outro dia Amanhã pode não ser dia nenhum Não sei nada sobre a poesia que não escrevi Então só posso responder sobre o que fiz até agora Não me envergonho de nada E se houve erros Esses não me pertencem Eles apenas estavam lá Surgiram de escolhas alheias Eu os contornei da melhor maneira que pude E essa vai continuar Sendo a minha atitude hoje Perante a vida Quando a vida te convida a chorar Aceite o convite e chore Pode ser que melhore E depois que melhorar Ria Talvez amanhã seja outro dia Talvez não De vez em quando as coisas não são assim, tão boas Mas foram assim...tão frequentes Que percebi o quanto era desgastante chorar à toa Ainda há tempo, acorda! E escreve teu dia-a-dia Sem nunca esperar glória ou alegria Se ontem alguém me perguntasse sobre a vida alheia Eu, com certeza, não saberia uma linha A vida ensinou-me a viver E ao menos hoje Eu já sei muito sobre a minha. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva